As fintechs podem oferecer as mais diversas soluções, como cartão de crédito e débito, conta digital, empréstimos, seguros, e outros. A maioria delas permite que os clientes controlem os produtos inteiramente através de smartphones, sem nunca precisar pisar em uma agência.

Gustavo Sardinha, sócio na Bankr.it, empresa especializada na estruturação de fintechs, dá o exemplo do Nubank, empresa de tecnologia que se tornou o maior banco digital independente do mundo, sem agências físicas, mas com mais de 25 milhões de clientes pessoa física. Tudo pode ser resolvido por um aplicativo, até um empréstimo. Já outras instituições como o Peak Invest, Nexoos e Creditas atendem pessoas jurídicas.

Ele lembra que as fintechs vieram numa nova onda de democratização do Banco Central, que permitiu a criação de novos bancos digitais, fazendo com que empresas on-line pudessem prestar serviços financeiros. “Com isso, houve uma desburocratização no fornecimento de crédito, permitindo a criação destas sociedades diretas de crédito”, destaca Gustavo.

Pequenas empresas, quando abrem uma conta de varejo, geralmente contam com um pequeno volume de crédito. Mas o executivo afirma que até empresas recém criadas podem conseguir valores e taxas melhores numa fintech. “E o aumento da concorrência contribuiu para reduzir as taxas”, explica.

Ele lembra que instituições como o Nubank não cobram taxas de transferência para outras instituições, o que forçou uma queda dos valores praticados pelos grandes bancos de varejo, que também passaram a se digitalizar. “Este novo cenário significa custos menores e maior democratização do fornecimento e acesso ao crédito”, diz.

Nas cooperativas de crédito, a tendência é de taxas menores, mas é preciso ser associado para ter acesso a empréstimos. E isso significa dividir lucros e prejuízos, quando houver, como adverte Marcelo Estrela. A vantagem é participar da distribuição dos resultados positivos no fim de cada período. O diretor-presidente do Sicoob Engecred, Fabrício Modesto Cesar, lembra que, apesar de terem produtos e serviços similares, cooperativas financeiras diferem de bancos tradicionais, entre outros pontos, pelo atendimento personalizado e taxas mais justas.

No Sicoob Engecred, a média da taxa de juros em 2020 para operações de crédito ficou em 1,07% ao mês, enquanto a média do Sistema Financeiro Nacional foi de 1,54%, conforme o Sistema de Séries Temporais do Banco Central. Só em dezembro de 2020, as taxas mensais foram, respectivamente, de 0,96% e 1,42%. “O cooperado é cliente e dono ao mesmo tempo, com direito a voz e voto e participando ativamente das decisões sobre o negócio”. Para Marcelo Estrela, nunca existe uma verdade absoluta sobre quem cobra a maior ou menor taxa, por isso é preciso analisar todas as variantes antes de optar pelo melhor crédito.