A OSX Brasil informou nesta quinta-feira, 31, que poderá vir a exercer o direito legal à recuperação judicial, "caso a sua administração verifique ser esta a medida mais adequada para a preservação da continuidade de seus negócios e a proteção dos interesses da OSX e dos interesses de seus stakeholders". O comunicado da companhia de construção naval foi divulgado um dia após outra empresa do Grupo EBX, a petroleira OGX, ter entrado com pedido de recuperação judicial, diante de dificuldades financeiras.

A OSX diz ainda, na nota, que "vem cumprindo o seu dever de estar preparada para a eventualidade de vir a exercer tal direito legal (o pedido de recuperação judicial), enquanto segue trabalhando normalmente em seus negócios, nas diversas frentes de diálogo que mantém em curso simultaneamente, visando avançar em suas iniciativas de reestruturação, incluindo potenciais combinações empresariais".

Segundo fontes ouvidas na quarta-feira pela Agência Estado, a OSX também pode recorrer a um pedido de recuperação judicial nas próximas semanas. A decisão ainda não estava tomada, mas é considerada como a mais provável.

Extremamente ligada ao desempenho da OGX, a empresa de construção naval foi criada com o objetivo principal de atender as encomendas da petroleira do empresário Eike Batista. Há duas semanas, a OSX conseguiu adiar o pagamento de um empréstimo ponte de R$ 518 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e está ainda em negociação com a Caixa Econômica para estender o prazo de pagamento de outro empréstimo, no valor de R$ 400 milhões.

Nesta quinta-feira, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que a OSX tem muitos ativos, que superam o valor de sua dívida, e uma solução para a empresa ainda pode ser encontrada. "Neste sentido, dar tempo para que as soluções possam acontecer é uma estratégia sensata", afirmou, referindo-se ao adiamento do pagamento do empréstimo.