Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) movimentaram R$ 4,89 bilhões em 452 mil negócios até o dia 28 de junho, de acordo com dados da BM&FBovespa. O montante é maior que os R$ 3,59 bilhões movimentados em todo o ano passado, em 316.023 negócios.

A média diária de número de transações atingiu 3,7 mil, ante 1,2 mil em 2012. Já o volume médio diário de negociação passou de R$ 14,6 milhões no ano passado para R$ 40 milhões em 2013, até junho.

O patrimônio líquido dos FIIs está em R$ 30,1 bilhões, R$ 6 bilhões a mais do que o calculado em dezembro de 2012. Já o valor de mercado destes produtos atinge os R$ 29,3 bilhões, ante R$ 25,3 bilhões registrados no fim do ano passado.

Ainda segundo a BM&FBovespa, o número de investidores soma 104 mil, sendo 98,4% pessoas físicas, 0,3% institucionais, 0,1% estrangeiros e 1,2% empresas.

Ofertas - Até junho, o ano de 2013 conta com 21 ofertas públicas realizadas de acordo com ICVM 400 - instrução que dispõe sobre as ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários, nos mercados primário ou secundário. O volume destas operações soma R$ 5,9 bilhões. Em 2012, pouco mais de 40 ofertas movimentaram R$ 14,02 bilhões.

O número de FIIs registrados e autorizados à negociação nos mercados de bolsa e balcão da Bolsa, totaliza 107; ao fim de 2012 eram 93. Já o total de fundos Registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), soma 207 - ante 176 contabilizados no fim do ano passado.

O gerente de produtos imobiliários da BM&FBovespa, Paulo Cirulli, destaca que, enquanto os 207 FIIs registrados no Brasil têm valor de mercado de US$ 13,3 bilhões, os 172 REITs (produtos equivalentes) registrados nos EStados Unidos têm valor de mercado de US$ 603,4 bilhões.

"Além disso, a média diária de volume negociado lá é US$ 4,9 bilhões. Isso quer dizer que, apesar de termos mais produtos, o tamanho médio é muito inferior. Enquanto nos EUA é de cerca de US$ 4 bilhões, aqui é de US$ 125 milhões", diz.

Ainda assim, ele afirma que o apetite pelos FIIs está crescendo. E que o potencial deste mercado é grande no Brasil justamente porque ele está "atrelado a um setor deficiente de investimento".