As empresas do Centro-Oeste melhoraram consideravelmente a forma de gerir seus funcionários e, entre 2011 e 2014, elevaram a média de avaliação do prêmio Melhores Empresas para Trabalhar no Centro-Oeste em 7%. Mas, algumas empresas se destacam mais na gestão de pessoas como diferencial competitivo. E no intuito de reconhecer essas organizações que, pelo quarto ano seguido, o jornal O POPULAR e a empresa de consultoria Great Place to Work (GPTW) promoveram em Goiânia a pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar no Centro-Oeste.

A premiação, ocorrida ontem à noite no Espaço Giardino, contou com a participação das 20 melhores empresas para se trabalhar na Região Centro-Oeste. As cinco primeiras colocadas receberam o prêmio das mãos do CEO do GPTW, Ruy Shiozawa, e do vice-presidente de Jornal, Rádio e Internet do Grupo Jaime Câmara (GJC), Maurício Duarte. As empresas goianas e seus colaboradores também puderam prestigiar um super show musical, com Cezinha Canedo.

Na lista GPTW Centro-Oeste 2014, participaram da pesquisa 55 empresas, representando mais de 34 mil funcionários. Ao final, chegou-se à lista das 20 melhores empresas para se trabalhar, das quais 12 são do setor de serviços, 7 do setor de comércio e 1 da indústria. Goiás representa a maioria delas (15), seguido por Mato Grosso e Distrito Federal (2 cada) e Mato Grosso do Sul (1). Para participar, as empresas precisam possuir a partir de 50 funcionários e estar sediada no Centro-Oeste (ter um CNPJ registrado na região).

Pela ordem, a pesquisa mostra que as cinco melhores empresas para se trabalhar no Centro-Oeste são: Sama, Sabin Laboratório Clínico, Instituto de Pós-Graduação (Ipog), Grupo Rio Quente e Todimo. As demais, por ordem alfabética, são: Adão Imóveis, Agrex do Brasil, Atento, Clínica São Marcelo, Consórcio Embracon, DCCO, Grupo Cevel, Grupo Ramasa, Grupo Saga, Eldorado, Lojas Avenida, Pax Rio Verde, PC Sistemas, Portal Educação e Rizzo Imobiliária. O POPULAR publica hoje um caderno especial mostrando o perfil das empresas premiadas pelo Great Place to Work.

Para Ruy Shiozawa, o clima interno das organizações é fator decisivo de sucesso. Não por acaso, cada vez mais, as empresas estão preocupadas com o bem estar dos colaboradores, promovendo diferentes ações para que seus funcionários fiquem satisfeitos e, assim, apresentem uma melhor produção.

Já para Maurício Duarte, o prêmio, insere o Centro-Oeste num contexto de valorização e prestígio no cenário nacional e global. Além, claro, de “reconhecer as melhorias das práticas de gestão de pessoas nas organizações”.

Metodologia

Fundado nos Estados Unidos, o GPTW desenvolve as pesquisas Melhores Empresas para Trabalhar em 53 países (América do Norte, América Latina, Europa, África, Oceania e Ásia). Com metodologia própria, há mais de 20 anos o GPTW estuda e identifica essas empresas numa pesquisa anual baseada na avaliação do nível de confiança dos funcionários em cinco dimensões: credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem.

A pesquisa é composta por duas etapas de avaliações. A primeira delas é a pesquisa quantitativa com os funcionários. É necessário que a empresa atinja a amostra mínima de funcionários estipulada (50 ou mais) e que obtenha uma nota igual ou superior a 70%. Atingindo essas condições, passa-se para a segunda etapa, a avaliação dos comentários dos funcionários e das práticas das empresas. A nota das três avaliações formam a nota final. Nesse sentido, a pesquisa quantitativa com os funcionários tem peso de 56%; a pesquisa qualitativa com os funcionários, 11%, e a pesquisa com as empresas, 33%.

Um dado inédito nesta edição para o qual Ruy Shiozawa chama atenção diz respeito ao tempo de permanência dos presidentes nas empresas. Enquanto no mundo gira em torno de cinco anos, na Região Centro-Oeste atinge seis anos. Bem acima da média nacional, que é de dois anos e meio. “Existe aparentemente uma correlação entre a permanência dos presidentes e as melhorias alcançadas no ambiente de trabalho.”