>Em dia de agenda pesada tanto no Brasil quanto no exterior, o dólar fechou a sessão desta quarta-feira, 30, em leve alta, após uma sessão volátil. O dólar à vista no balcão encerrou o pregão cotado a R$ 2,2340, uma alta de 0,09%. Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 1,409 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa. No mercado futuro, o dólar para junho recuava 0,22%, a R$ 2,2520. O volume de negociação era de quase US$ 19 bilhões neste vencimento.

O dólar registrou forte volatilidade pela manhã, antes da formação da taxa Ptax, reagindo a indicadores econômicos dos EUA, ao leilão de swaps cambiais do Banco central e a um fluxo cambial negativo.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anual sazonalmente ajustada de 0,1% no primeiro trimestre, segundo a primeira leitura do dado feita pelo Departamento do Comércio. A alta ficou muito abaixo da expansão prevista por analistas, de 1,1%. Também foi divulgado hoje o relatório da ADP sobre a criação de empregos no setor privado norte-americano, que mostrou a abertura de 220 mil vagas em abril. A previsão era de 210 mil. O número costuma sinalizar tendências para o relatório geral de emprego (payroll), que será divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Trabalho.

O Banco Central brasileiro realizou o leilão programado de swaps cambiais no mesmo horário da divulgação do PIB dos EUA. Foram vendidos na oferta US$ 198,5 milhões em contratos de swap cambial. O BC informou hoje que o fluxo cambial foi negativo de US$ 2,058 bilhões na semana passada. No mês até o dia 25 o fluxo está positivo em US$ 1,316 bilhão. 

O dado do fluxo ajudou o dólar a acelerar a alta ante o real no início da tarde, mas os ganhos foram zerados depois, à medida que a moeda passou a acompanhar o desempenho visto no exterior ante outras divisas. Segundo operadores, após o fechamento da taxa Ptax, o dólar ficou mais livre para seguir a queda registrada no exterior. Ainda assim, terminou em leve alta no balcão brasileiro. Lá fora, o dólar manteve as perdas em relação ao euro e a outras moedas commodities, depois que o Federal Reserve anunciou a manutenção do corte de mais US$ 10 bilhões nas compras mensais de ativos, como era esperado pelo mercado.