Aconteceu na tarde desta terça-feira (17), no Vapt Vupt do Araguaia Shopping, a quarta edição do dia D – Dia da Luta de Pessoas com Deficiência. Foram ofertadas cerca de 300 vagas, tais como auxiliar administrativo, recepcionista, auxiliar de pedreiro e outras. Os interessados receberam orientações a respeito de carreiras, direitos das pessoas com deficiência, serviços previdenciários e Benefícios da Prestação Continuada (BPC). A iniciativa é do Fórum de Goiânia de Inclusão no Mercado de Pessoas com Deficiência e Reabilitados pelo INSS (FIMTPODER), em parceria com Sistema Nacional de Empregos (SINE).

De acordo com Patrícia Ramos, uma das coordenadoras do FIMTPODER, esse tipo de organização cria relação de valor entre as pessoas deficientes e as empresas. “O  ambiente de trabalho fica mais receptivo e harmônico. Os ingressados no projeto têm a oportunidade de desenvolverem senso de responsabilidade e podem participar da sociedade ativamente, no sentido de terem poder de compra. Além disso, essas pessoas ganham mais visibilidade e, de certa forma, obrigam a sociedade a atender de um jeito mais efetivo as necessidades delas”, afirma.

Em caso de eventual demissão, Patrícia salienta a obrigatoriedade das empresas de admitirem outra pessoa na mesma condição, além de não poderem escolher que tipo de deficiência o funcionário tem. “Até porque isso configura discriminação. A pessoa deficiente não pode ser vista apenas pela deficiência. O intuito é fazer com que elas sejam engajadas verdadeiramente no mercado de trabalho”, defende.

De acordo com Ana Lucia Veloso, 37, que estava em busca por vaga de emprego, é de extrema importância a realização de projetos como esse. “Tenho poliomielite. Muitos lugares não aceitariam pessoas como eu por conta das limitações. Mas participando de algo assim, fico com mais expectativas de conseguir um emprego novamente e ter uma vida normal como as outras pessoas”, diz. Ela acrescenta que está desempregada desde maio deste ano. “Já trabalhei com vendas por muito tempo. Tenho experiência. Só me falta oportunidade”.

Jennifer Neves é participante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e a PUC Goiás