Depois de diversas polêmicas envolvendo o Plano Diretor de Goiânia, uma comitiva da Universidade Federal de Goiás (UFG) entregou, na tarde de ontem, proposta de elaboração do Plano Diretor da região metropolitana, composta por 20 municípios, ao secretário estadual de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Eduardo Zaratz. Para realizar o levantamento, a instituição de ensino apresentou um custo de R$ 3,6 milhões.

A proposta, em análise pelo governo do Estado, inclui diagnóstico, execução e implantação do novo plano diretor. Todo o serviço será coordenado por pesquisadores do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Iesa) da UFG, com respaldo do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), caso a instituição seja a escolhida para realizar o trabalho.

Reitor da UFG, Edward Madureira Brasil disse que a proposta foi elaborada em 60 dias, a partir de uma aproximação da universidade com a secretaria. Ele disse que ainda pode negociar o valor do custo apresentado, caso haja alguma alteração na proposta. Depois que a secretaria divulgar um posicionamento, acrescentou, a instituição dará mais detalhes da metodologia.

O secretário disse que pretende receber propostas de outras instituições. Ele ressaltou a necessidade de os municípios da região metropolitana de Goiânia definirem e executarem ações de forma harmonizada, para que gerem qualidade de vida. O plano, emendou Eduardo, não vai se sobrepor, de forma imperativa, aos prefeitos, mas pretende estabelecer o diálogo com eles.