Os testes rápidos enviados a Goiás pelo Ministério da Saúde para a detecção do novo coronavírus foram liberados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). A informação é da assessoria de imprensa do órgão federal, que informou, sem citar o porcentual, que os kits adquiridos pela mineradora Vale têm alta eficiência para testagem de casos positivos, embora apresentem limitações na testagem dos casos negativos. Destes kits, 13.717 foram encaminhados a Goiás.

"Os testes atendem à necessidade do Brasil, que é detectar profissionais da área de saúde e de segurança pública que estejam positivos para infecção por coronavírus, auxiliando no diagnóstico clínico", disse por meio de nota. 

De acordo com a nota, o Ministério da Saúde está elaborando um protocolo com recomendações sobre o uso. No entanto, o INCQS destaca que a iniciativa permite que estes profissionais, que estão na linha de frente e fazem parte de serviços essenciais "retornem ao trabalho em menos tempo, com segurança, e não precisem aguardar os 14 dias de isolamento preconizado".

Os testes rápidos, diz o MS, devem ser administrados como triagem após o sétimo dia do início dos sintomas respiratórios, como tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal e dor de garganta, desde que a pessoa já não apresente mais sintomas. Desta forma, o exame é para auxiliar ao diagnóstico clínico, que deve ser feito por um profissional de saúde. O documento será compartilhado com os Estados e municípios.

Além dos 500 mil testes rápidos já distribuídos no País, o Ministério da Saúde informa que repassou 137,4 mil testes de biologia molecular (RT-PCR). Para esta semana está previsto ainda o encaminhamento de mais 295 mil testes RT-PCR para os Laboratórios Centrais de todo o Brasil.