A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) vai começar nesta quinta-feira (22) a fazer testes para o novo coronavírus (Covid-19) por meio do Laboratório de Imunologia de Transplantes de Goiás (HLAGyn), que promete entregar o resultado em até 24 horas. Em um primeiro momento, serão 50 testes por dia, mas com possibilidade de aumentar o volume caso haja mais demanda.

Titular da SMS, Fátima Mrue explica que a intenção é dar mais agilidade ao encaminhamento dos pacientes que contraíram a Covid-19, principalmente aos casos mais graves, que necessitam de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também será possível descentralizar a análise das amostras colhidas, até então sob responsabilidade única do Laboratório Estadual de Saúde Pública de Goiás (Lacen-Goiás). No laboratório da rede estadual, os exames estavam demorando até sete dias para ficarem prontos.

A política de testagem adotada pela SMS, que segue os protocolos do Ministério da Saúde, vai mudar, ampliando o leque de pessoas que podem ser submetidas ao teste padrão, considerado mais confiável que o chamado teste rápido. As amostras encaminhadas para o laboratório terceirizado serão colhidas de profissionais de saúde sintomáticos e dos casos suspeitos avaliados como mais graves, que necessitam de uma resposta mais rápida. Para o Lacen-GO, serão encaminhados os casos que podem aguardar mais tempo para o resultado.

A secretaria explica que, com isso, os exames não serão restritos apenas aos casos de internação, aumentando o entendimento sobre o avanço da Covid-19 na capital. A SMS alega que até então, com a falta de kits para teste padrão, o rt-PCR, não apenas em Goiás como no Brasil inteiro, era obrigada a seguir o protocolo do ministério, restringindo o perfil de paciente testados.

Fátima enfatiza o impacto que a celeridade nos resultados vai trazer para o atendimento dos pacientes. “Agora, vamos conseguir otimizar o uso dos leitos, conseguindo fazer com que os casos mais graves tenham encaminhamento mais ágil”, comentou.

Atualmente, a rede municipal conta com dez leitos de UTI na Maternidade Célia Câmara e oito no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG) exclusivos para Covid-19, enquanto a rede estadual tem os 30 leitos do Hospital de Campanha (HCamp). Às 20 horas desta segunda-feira (22), 50% desses leitos estavam ocupados.

O contrato para realização dos testes no HLAGyn foi assinado nesta quarta-feira (22). No site da Prefeitura, consta que o valor pelo serviço é de R$ 653 mil. A titular da SMS conta que foram duas semanas buscando um laboratório em outros Estados que fosse capaz de atender a demanda da prefeitura. “Descobrimos que havia um aqui. Além de sair mais barato, vai ser mais rápido, o que aumenta muito nossa capacidade de diagnóstico.”

O acréscimo de profissionais de saúde na lista dos que serão testados pelo laboratório representa uma mudança de estratégia da SMS, que antes usaria para isso os mil kits de testes rápidos encaminhados pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) na sexta-feira (17). Agora serão apenas cem testes rápidos usados nos profissionais.

Fátima explica que o teste pelo laboratório acaba sendo ágil, por sair em 24 horas. Além disso, não é necessário esperar por sete dias de sintomas, como ocorre no teste rápido, já que é preciso aguardar o organismo desenvolver anticorpos. O teste padrão, ao contrário, detecta o vírus e pode ser feito logo nos primeiros dias de sintomas. “Não vamos precisar esperar sete dias para fazer o teste e, se der negativo, já vamos saber logo.”