Atualizada às 14h30
 
Servidores públicos do Estado ameaçam paralisar suas atividades caso o governo insista em parcelar em até quatro vezes o reajuste salarial deste ano de 2013, como anunciado pelo secretário de Gestão e Planejamento, Giuseppe Vecci, no último dia 12. 
 
Nesta terça-feira (18), centenas de trabalhadores realizaram uma passeata da Praça do Trabalhador à Praça Cívica, que contou com a adesão até mesmo da Polícia Militar. Panfletos com as reivindicações da categoria foram entregue à população durante o ato, que contou como a participação de aproximadamente 12 entidades. 
 
Uma viatura da PM abria caminho aos manifestantes e o trânsito no Centro ficou congestionado. Durante todo o trajeto, líderes sindicalistas se revezavam ao microfone, cobrando a promessa do governo e questionando gastos com publicidade, no valor de R$ 32 milhões.
 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado, Thiago Vilar, se o reajuste da data base de 6,2% não for concedido de forma integral, uma paralisação geral dos serviços não está descartada. “O descontentamento dos servidores públicos é geral; a maioria das categorias está junta, inclusive aqui na manifestação. A ideia é parar o Estado se o governador não voltar atrás e não pagar a data-base integral”, afirma Vilar.
 
O argumento do Estado para parcelar a data base em quatro meses - tendo a primeira parcela de 1,52% paga este ano e a última em 2016 - é de necessidade de quitar o reajuste anual de 2011 (que também foi parcelado até 2014) e com o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.