A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) promoveu nesta sexta-feira (30), quando se celebra o Dia Mundial do Coração, campanha para alertar a população sobre o risco de se desenvolver doenças cardiovasculares. No vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, equipes distribuíram folhetos explicativos e verificaram a pressão arterial, a dosagem de colesterol e de monóxido de carbono no organismo, além do peso, a altura e a medida da cintura abdominal das pessoas que se interessavam pelo tema da campanha.

De acordo com a SBC, 315 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças cardiovasculares. Segundo o diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC, Dikran Armaganijan, depois de um interrogatório no qual se verifica o histórico familiar e hábitos alimentares, as equipes fizeram as medições para avaliar o grau de risco do indivíduo para a propensão de doenças cardiovasculares. “O fato de as pessoas virem aqui é um alerta para que elas procurem saber se estão dentro desse grupo de risco. Há pessoas que medem a pressão aqui e não mediam há mais de dez anos”.

Como a SBC promove em campanhas em outros pontos do país, é possível fazer um mapeamento nacional, a partir dos dados tabulados. “De cem pessoas que vierem aqui ao acaso, eu garanto que 10% serão diabéticos, 30% terão pressão alta, 15% serão fumantes. Isso é a amostra do brasileiro. Aqui, a pessoa tem um quadro rápido do que está acontecendo com ela”, avaliou Armaganijan.

Segundo o médico, os pacientes são classificados conforme o risco: o baixo, que inclui as pessoas com chance praticamente zero de desenvolver uma doença cardiovascular em dez anos; o moderado, que inclui aqueles que têm entre 10% e 20% de risco; e o alto, em que as pessoas têm mais de 30% de chance de ter uma doença cardiovascular.

Armaganijan explicou que as doenças cardiovasculares evoluem de forma crônica e que, com prevenção, o risco de desenvolver esses quadros é bem reduzido. Entretanto, ele enfatizou que não é possível evitar fatores como a predisposição genética e idade. “Os demais fatores de risco, se prevenidos, mudam completamente a história da doença. Abolir o tabagismo, controlar a hipertensão, baixar os níveis de colesterol, não ter sobrepeso ou obesidade, ter atividade física e evitar o estresse, que é um fator agravante”.

A dona de casa de 74 anos, Lúcia Blanco, parou para ser avaliada pela equipe da SBC e disse que passa por exames anuais. Mas, como está perto de voltar ao médico, quis ter uma ideia de como está sua saúde. “Fiquei sabendo que meu colesterol está baixo e que minha pressão está normal e já fiquei feliz. É ótimo que as pessoas aproveitem esse tipo de iniciativa”.