Matéria atualizada em 3/8/2020, às 10h59.

Um dos sócios proprietários dos restaurantes Magna e Nubah, em Goiânia, Fabrício Reis, de 39 anos, morreu com suspeita de Covid-19 nesse sábado (1º).

O empresário estava internado no Hospital de Campanha para o Enfrentamento ao Coronavírus (Hcamp) de Goiânia e ia ser transferido para o Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG), mas não resistiu.

Segundo o outro sócio das casas, Marco Soares, Fabrício começou a se sentir mal depois que retornou de uma festa de família na cidade de Piranhas, no Noroeste Goiano, no fim de semana passado. Ele fez isolamento social, não indo aos restaurantes, e o primeiro sinal que desenvolveu da Covid-19 foi dor de cabeça. 

Fabrício começou a sentir sintomas mais fortes da doença na quarta-feira (29), quando foi encaminhado para a unidade médica.

Por meio de nota, o Hospital de Campanha para Enfrentamento ao Coronavírus de Goiânia (HCamp) informou que Fabrício foi admitido na unidade de saúde no dia 30 de julho e encaminhado para uma Unidade Semi-Intensiva. No mesmo dia, ele foi transferido para um leito de isolamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e por apresentar uma piora do seu quadro respiratório, precisou ser intubado para respirar por meio de ventilação mecânica. A instituição afirmou que o exame de PCR para investigação da Covid-19 foi coletado e ainda está em processo de averiguação. 

A mulher de Fabrício também apresentou sinais e sintomas da Covid-19 como perda de olfato e paladar. Ela chegou a fazer um teste que deu positivo. Segundo amigos, ele não tinha comorbidades ou problemas de saúde.

Ao O Popular, o sócio de Fabrício afirmou que este é um momento de dor e muitas lágrimas que deixa uma marca eterna. 

"Eu sei, pois eu perdi um grande amigo hoje é para sempre e no meu coração está desde então aberta uma ferida que jamais será curada. A cabeça pensante, o coração do Magna não era eu o Chef Marco Soares e nem a família Cabriny. O coração do Magna era você meu chefe, meu amigo Fabrício Reis “Barui” para os íntimos", escreveu Marco.

No início da pandemia do novo coronavírus, ele distribuiu cerca de 20 mil marmitas dos estabelecimentos para famílias carentes na cidade. Na época, Marco Soares contou que as quentinhas eram feitas com alimentos usados no preparo de pratos para os clientes e funcionários e depois seriam entregues a quem precisava.

"É por isso que irei homenagear você todos os dias da minha vida. Na verdade, só nós sabemos quão incrível é nossa amizade. Sim, é, bem no presente, porque uma amizade como a nossa não pode terminar assim", completou o amigo.

Os amigos de Fabrício prestam homenagens a ele nas redes sociais e lembram da pessoa admirável que ele era. A assessora dos restaurantes, Mariana Hipólito, considera a perda como inacreditável. "A minha vontade é acreditar que vou acordar deste sonho. Fabrício passou de cliente a grande amigo. Uma pessoa feliz, sorridente e que me ensinou a amar mais ainda a vida", escreveu a jornalista ao O POPULAR.

"Quantas conversas. Quantos ensinamentos. Conselhos... gratidão por ter tido a oportunidade de conviver com você. E na nossa última conversa, que durou uma tarde inteira, você deixou os melhores ensinamentos. Nós vamos batalhar e honrar tudo que você queria para os restaurantes", afirma Hipólito.

Fabrício Reis deixa a esposa e uma filha de 10 anos. O corpo dele foi enterrado neste domingo (2), em um cemitério em Trindade, seguindo todos os protocolos indicados pelo Ministério da Saúde.