Estado mais afetado pelo avanço do novo coronavírus, São Paulo tem 1.451 casos confirmados da doença. Mas esse número pode subir, pois 12 mil testes ainda aguardam resultado. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, 500 desses testes (feitos pelo método PCR) são de pacientes com quadro grave. O restante seriam casos considerados leves. "Entre os casos graves, a possibilidade de ter um resultado positivo é alta. Entre os leves, a positividade é bem menor", disse o secretário Estadual da Saúde, José Henrique Germann. 

Questionado sobre a demora nos resultados dos testes, que estariam levando dias para sair, o secretário não respondeu. Germann afirmou apenas que a capacidade do Adolfo Lutz de exames passou de 400 para 1.000 exames por dia. Segundo ele, dentro da rede que vem sendo montada pelo governo do Estado, a partir desta terça-feira, 31, serão três mil testes por dia, com o apoio também do Instituto Butantã e universidades. A partir do dia 10 de abril, serão oito mil exames dia, segundo o secretário. 

Ainda de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo tem 206 pacientes internados em estado grave em UTIs. No domingo, eram 174. O novo coronavírus já matou 98 pessoas no Estado, sendo 89 delas só na Grande São Paulo. 

Isolamento social

O governador João Doria (PSDB) voltou a reforçar a importância do isolamento social e disse que a quarentena no Estado continua sendo válida até o dia 7 de abril. Sobre a possibilidade de medidas mais restritivas, como o lockdown, Doria disse que elas só serão anunciadas se houver necessidade. 

Na semana passada, Germann chegou a citar essa possibilidade em entrevista, mas descartou esse cenário nesta segunda-feira. "Coloquei as possibilidades de isolamento que vão sendo gradativamente apertadas. E mesmo naquela situação estávamos em distanciamento social. Vamos observar isso por todo o período da epidemia. Mas, pelos casos iniciais, diria que não vamos ter necessidade de repetir o isolamento social muitas vezes mais pra frente e nem o isolamento compulsório, como o lockdown", disse.

Doria também foi questionado sobre a possibilidade de um decreto federal vir a liberar o trabalho de outras atividades no País que não só os serviços essenciais. O governador reforçou que a equipe de Saúde do Estado continua alinhada com os profissionais do Ministério da Saúde. "Decisões sensatas e equilibradas do Ministério da Saúde, não temos críticas a fazer. Enquanto continuar assim, estaremos alinhados com o governo federal sob o comando do ministro Mandetta. Se houver alguma decisão diferente daquela que corresponda a um embasamento científico, técnico e de saúde pública, nós reavaliaremos. O que não aceitaremos serão medidas de outra ordem", disse. "Em São Paulo, nosso objetivo primordial é salvar vidas. Estamos preocupados em salvar vidas, salvaresmos pessoas, consumidores e a economia.