Um relatório médico emitido na madrugada do último dia 24 de março pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Ingá, em Luziânia, afirma que “toda a equipe de limpeza, técnicos de enfermagem, enfermagem, radiologia e médica foram expostos, sem nenhum EPI (Equipamento de Proteção Individual) necessário para gravidade do quadro”. O local foi responsável pelo atendimento de uma mulher de 66 anos, confirmada para a Covid-19, que teve morte declarada na manhã desta quinta-feira (26). O caso foi a primeira morte do Centro-Oeste. 

O POPULAR procurou o secretário José Walter Marques Faria para comentar sobre a situação, mas o titular da pasta não respondeu aos questionamentos e não atendeu às ligações. Em vídeo divulgado após a morte da paciente, ele afirma apenas que afastou “todos aqueles que inadvertidamente tiveram contatos com a paciente”. Disse também que a secretaria está recolhendo informações adicionais sobre outros procedimentos e contatos para que seja feito bloqueio epidemiológico.

A paciente é hipertensa, com diabetes, doença pulmonar obstrutiva construtiva e que, recentemente, teve dengue. A paciente, que morava em Luziânia, tem histórico de viagem ao Distrito Federal (DF) recente e chegou a ser atendida em um hospital particular da cidade, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Ingá e havia sido transferida, em estado grave, para o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia. 

Até o momento, Goiás confirmou 35 casos sendo: Goiânia (15), Rio Verde (6), Anápolis (3), Aparecida de Goiânia (2), Valparaíso de Goiás (2), Jataí (1), Catalão (1), Silvânia (1) e Luziânia (1). Os outros três casos foram realizados por laboratórios particulares e ainda não há informações sobre a que municípios do Estado dizem respeito.