A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás - Faeg, e com o apoio técnico e fiscal da Agrodefesa, iniciam o vazio sanitário da soja em Goiás, nesta quinta-feira (30), na Faeg, às 14h30. Oficialmente, o vazio será realizado de 1º de julho a 30 de setembro. A Agrodefesa terá a missão de fiscalizar o cumprimento do vazio sanitário da soja em Goiás. Caso não cumpra o que foi determinado, o produtor será penalizado com multa inicial de R$ 250 por hectare.

O vazio sanitário compreende o período em que o produtor está legalmente impedido de plantar qualquer variedade de soja dentro dos limites territoriais de Goiás. Durante esses 60 dias o agricultor também é obrigado a eliminar todas as plantas da soja que estiverem na área onde foi produzido o grão.

O vazio sanitário é feito anualmente há quase uma década em Goiás e tem por objetivo eliminar a possibilidade de infestação da cultura por fungos que dão origem a doenças como mofo branco e a ferrugem asiática. Onze Estados brasileiros promovem o vazio sanitário da soja e Goiás está há três anos na liderança do número de focos da ferrugem asiática.

Se feito corretamente o vazio sanitário evita perdas significativas nas lavouras de soja e prejuízos financeiros. As estimativas são de que as perdas para a próxima safra 2011/2012 possam ser superiores a R$ 642 milhões caso haja proliferação em massa da ferrugem. Em 2009 foram registrados pelo Consórcio Anti-ferrugem 2.884 casos de infestação, no ano passado 2.370 casos e em 2011 foram registrados 706 ataques.

Por outro lado, a área plantada de soja no Estado não para de crescer e a perspectiva para a próxima safra de verão é de um aumento de 2% na área plantada que passará de 2,605 milhões de hectares para 2,665 milhões de hectares.