O Hospital das Clínicas (HC), em Goiânia, recebeu dez protetores de face para profissionais de saúde, nesta terça-feira (24), fabricados por pesquisadores do Laboratório IPE Lab, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Esses equipamentos de proteção individual (EPIs), que estão em falta no mercado, são utilizados no tratamento de pacientes com o novo coronavírus (Covid-19), como na assistência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na intubação e durante a coleta de amostras. 

Essa primeira leva de protetores foi recebida no HC, que também é da UFG, após validação do material por engenheiros de segurança do trabalho e uma equipe formada por médicos e enfermeiros. Outras 30 máscaras do mesmo modelo já foram fabricadas nesta quarta-feira (25). Elas são produzidas em impressoras 3D do IPE Lab, laboratório de prototipagem da universidade, depois de terem sido projetadas em um software de desenho. 

Segundo o coordenador do IPE Lab, o professor Pedro Henrique Gonçalves, as impressoras tem a capacidade de produzir cerca de 80 máscaras por dia, mas cerca de 10% delas são descartadas porque possuem algum defeito. Uma máquina de corte a laser também é utilizada na confecção do protetor de face. Os protetores são feitos de plástico. 

O grupo de pesquisadores pretende desenvolver outros EPIs que estão em falta nas unidades de saúde e hospitais, como roupas de proteção e peças para respiradores. “Por enquanto, o foco está sendo nas máscaras porque a demanda está alta”, explica Pedro Henrique Gonçalves. Também participaram do projeto o diretor do Parque Tecnológico Samambaia, Luizmar Adriano Júnior, e do estudante de física Daniel Silva Guimarães.

A UFG articula para que outros hospitais possam estar recebendo os protetores de face. Também há abertura para que outros laboratórios e empresas com impressoras 3D recebam o projeto elaborado pelos pesquisadores para aumentar a produção das máscaras.