Brasília - Para receberem pensão por morte no valor estimado de R$ 10 mil, a cunhada e a mulher do tenente-coronel do Exército Sérgio Murilo Cerqueira, de 43 anos, encomendaram a morte dele na noite desta sexta-feira, 15, em Brasília. Esta é a acusação que a Polícia Civil do Distrito Federal fará, após ter prendido as duas em flagrante na tarde de sábado, 16, em casa. Ao planejarem o crime, vão responder por homicídio qualificado - com pena que pode variar de 12 a 30 anos

A cunhada foi a primeira a confessar o plano durante depoimento na noite de sábado, mas a informação foi confirmada pela mulher do tenente na sequência para a polícia, que já tinha prova da participação das duas no episódio. Cerqueira foi executado com um tiro na cabeça. A cunhada é que teria, de acordo com a Polícia Civil, feito as negociações com os executores, pois conhecia um deles.

A primeira linha de investigação foi de que se tratava de um latrocínio, quando há roubo seguido de morte, mas posteriormente as investigações indicaram que o crime já estava sendo planejado “há meses”. Os nomes das duas e dos demais presos ainda são mantidos sob sigilo.

De acordo com a polícia, o casal estava em processo de separação e a esposa não teria aceitado o valor de R$ 2,5 mil de pensão alimentícia. Ela chegou a ser rendida com o militar na noite de sexta, por volta das 23 horas, mas acabou sendo liberada primeiro na Asa Norte, bairro nobre de Brasília. Os suspeitos, ainda de acordo com a Polícia Civil, continuaram com o homem no carro dele.

Com a hipótese inicial de sequestro seguido de homicídio, que teria ocorrido após a identificação de que se tratava de um militar, a equipe da Polícia Militar do Distrito Federal achou o carro da vítima ao lado de uma casa, onde havia uma festa. Prendeu seis pessoas. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, quatro dos detidos teriam participado diretamente da execução do oficial, enquanto as outras duas pessoas foram enquadradas no crime de receptação.