Atualizada às 22h12

Contrários à possibilidade de o novo decreto do governo estadual manter parte dos estabelecimentos comerciais fechados em Goiás, um grupo de empresários realizou manifestação na tarde de ontem. Uma carreata que teve concentração no Mercado Municipal do Setor Pedro Ludovico passou pelas Avenidas T-63 e 85 e seguiu até a Praça Cívica, no Centro da cidade. Novos protestos deverão ser organizados nos próximos dias para pedir a abertura de comércios.

O empresário Marcelo Batista participou do protesto. Ele avalia que a manifestação foi positiva e que os empresários puderam passar o recado. “Acredito que 90% dos empresários apoiam essa retomada, consciente e planejada. Não queremos abrir por abrir, sem regras. É muito caro continuar fechado. Só na loja do Flamboyant são 130 funcionários”, diz. Marcelo é dono da rede Piquiras e muitos veículos da empresa dele estiveram no protesto. Ele diz que muitos funcionários também esperam pela reabertura. 

O empresário e presidente da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Goiás, Fernando Jorge concorda. “Não participamos da organização desta carreata, mas muitos associados estiveram lá, assim como seus funcionários e empresários de outros segmentos. Acreditamos que, com planejamento, seria possível esse retorno gradativo.” Jorge destaca que, como o novo coronavírus ainda permanecerá por algum tempo circulando, a associação realizou estudo e desenvolveu uma cartilha para regular esse retorno. “Seria com limpeza adequada, uso de máscaras e viseiras por parte dos funcionários, distanciamento de mesas, entre outras sugestões.”

No manifesto, que terminou sem intercorrências, os carros levavam cartazes com frases como: “Nossa economia está na UTI”, “Nem toda casa tem comida”, “O lockdown também mata”, entre outras. 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), chegou a anunciar que faria um novo decreto esta semana como medida para aumentar o índice de isolamento social no Estado, que tem ficado na casa 30%. Também citou o aumento significativo do número de casos. Após resistências, o democrata afirmou que vai buscar o consenso antes de aumentar as restrições para o combate à pandemia.