Sedentarismo e alimentação inadequada têm contribuído para o aumento de peso da população. Só em Goiás, 16,5% da população é considerada obesa e 26,6% está em nível de sobrepeso. No Brasil, 50,8% estão com o peso acima do ideal e, destes, 17,5% são considerados obesos. A maioria homens (54,7%). Mulheres representam 47,4%. Os dados são do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde referente a 2012.

Os dados preocupam a coordenadora de Vigilância Nutricional de Goiás, Maria Janaína Cavalcante, que explica o que são os desvios nutricionais. “Esse fenômeno é denominado de transição nutricional representado por redução nas prevalências de desnutrição e baixo peso e um aumento no sobrepeso e obesidade, principalmente na população de baixa renda em decorrência da adoção de alimentação inadequada”, completa.

A obesidade é apontada pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição como um dos grandes desafios da Saúde Pública no Brasil. A epidemia chama atenção pela projeção que ganhou nas últimas décadas e, por se tratar de uma doença com alto fator de risco, que desencadeia outras complicações no organismo como a hipertensão e diabetes, a doença, se não tratada com rigor, pode levar à morte. A prevenção e o diagnóstico, segundo Maria Janaina, são importantes para combater a obesidade e reduzir o número de mortes, e também para melhorar a qualidade de vida.

A doença abrange todas as faixas etárias, em especial, o grupo de crianças e adolescentes. Em Goiás, 12 mil crianças de cinco a dez anos já se encontram na faixa de risco para obesidade, sendo que, 6.326 são consideradas obesas e mais de 5 mil em estado de obesidade grave. A pesquisa realizada pela Sisvan releva ainda que a maior incidência de casos concentra na cidade de Goiás (16,3%), e a menor está na região Nordeste 1 (4,5%).

Entre os adolescentes, o percentual de sobrepeso em Goiás sobe para 14,13% e de obesidade reduz para 4,8%. Na fase adulta, registra-se taxa de sobrepeso de 28,6% e taxa de obesidade de 16,5%. Os idosos demonstram obesidade em 38% da população acima de 60 anos. Já os percentuais de sobrepeso e obesidade das gestantes goianas apontam que 22,1% estão com sobrepeso e 12,2% em nível de obesidade.

Causas

A obesidade infantil é uma preocupação pelo fato de aumentar os riscos da criança desenvolver problemas de saúde graves, como diabetes, pressão alta, dificuldade respiratória, distúrbios do sono, colesterol alto ou problemas no fígado. Entre as causas da obesidade infantil estão o sedentarismo, consumo exagerado de gordura e, principalmente, distúrbio hormonal. O tratamento, em geral, é demorado e requer bastante atenção dos pais para incentivar a criança a adotar estilo saudável de alimentação.

Entre os adolescentes, o vilão é o descontrole na alimentação. A presença de computadores e jogos em casa também fazem com que os jovens sejam sedentários e fujam das atividades físicas. A obesidade na adolescência pode causar problemas de postura, deformações ortopédicas, hipertensão arterial, problemas dermatológicos e distúrbios psicossociais.

As informações são da Secretaria Municipal de Saúde