O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou o médico oftalmologista J. P. P. R. P. e propôs ação de improbidade contra o profissional. Segundo o órgão estadual, o especialista fazia cobrança extra de pacientes em cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município de Rio Verde. O MP-GO requereu o bloqueio de bens do réu, além de danos ao erário, moral coletivo e multa civil, que totaliza R$ 114.914,66. Além disso, é pedido o seu afastamento da função pública, mediante a suspensão do termo de credenciamento firmado entre ele e o município. Conforme apontado na ação, depoimentos de pacientes do médico confirmaram as suspeitas de que o médico cobrava por procedimentos cirúrgicos. Entre as alegações para a cobrança estava, no caso de pacientes que passavam pela cirurgia de catarata, a necessidade de comprar uma lente de “melhor qualidade”. As vítimas ouvidas pelo MP-GO disseram que ele chegava a mostrar uma embalagem vazia, alegando que seria a lente utilizada, pela qual cobrava valores superiores a R$ 1 mil, aceitando, inclusive, parcelamento do valor. Em outros casos, dizia que a situação clínica do paciente exigia o pagamento de valor extra, por um procedimento específico, mesmo sendo diagnósticos imprecisos.