-Imagem (1.2027485)Realizado pela empresa In Loco, que atua no setor de segurança da informação, o cálculo do chamado Índice de Isolamento Social leva em consideração apenas usuários que possuem em seus smartphones aplicativos que utilizam informações de geolocalização, originalmente utilizadas, por exemplo, para fazer a contagem de visitas a estabelecimentos comerciais. No País, são cerca de 60 milhões de pessoas acompanhadas, de acordo com a companhia. A reportagem não teve acesso aos números relativos aos indivíduos acompanhados pela tecnologia no Estado.A In Loco afirma que essas informações estão sendo utilizadas por governos municipais e estaduais Brasil afora para a avaliação e a definição de medidas de isolamento ou de conscientização da população. Segundo a empresa, há parceria com a administração dos Estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas, Alagoas, Pará e Paraíba e com a prefeitura do Recife (PE). Procurado pela reportagem, o governo do Estado informou que ainda não possuía informações sobre o monitoramento.De acordo com a empresa, as informações pessoais dos usuários não são coletadas e a captação de dados segue as recomendações da Lei Geral de Proteção de Dados, do Marco Civil da Internet e de outras regulações vigentes. Menos poluição na capitalAs restrições de circulação de pessoas proporcionaram uma melhor qualidade do ar à população de Goiânia. Por meio do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realiza o monitoramento do quesito em dois pontos da capital: as praças Cívicas e Universitária, localizadas na Região Central da cidade. O órgão comparou amostragens coletadas nas estações dos dois locais em 17 e 29 de março e constatou em ambos a redução nas partículas sólidas em suspensão no ar, como poeira, fumaça e fuligem.Segundo o Cimehgo, a Praça Cívica registrou, no dia 17, 38 microgramas de partículas por metro cúbico (m³) de ar. O índice é considerado entre os níveis bom e regular. Doze dias depois, o registro foi de 22 microgramas, o que representa uma boa qualidade do ar. Na Praça Universitária, a redução foi ainda mais significativa. No dia 17, houve o registro de 41 microgramas de partículas sólidas por m³ de ar. Na segunda, 14 microgramas.Para o gerente do Cimehgo, André Amorim, a mudança está ligada ao isolamento social existente. “A melhora da qualidade do ar neste momento está associada às medidas de confinamento, onde se diminuiu a circulação de automóveis e atividades potencialmente poluidoras”, avalia.-Imagem (1.2027490)-Imagem (1.2027488)-Imagem (1.2027487)-Imagem (1.2027486)