A Justiça de Goiás determinou, na tarde desta segunda-feira (4), a internação provisória do adolescente de 17 anos suspeito de matar o enteado, de 2 anos, na madrugada do último domingo (3), no bairro Parque Eldorado Oeste, em Goiânia. Ele deve permanecer detido até o julgamento, previsto para ocorrer em até 45 dias.

A reportagem tentou contato com o delegado Queóps Barreto, responsável pelo caso, mas não conseguiu localizá-lo. À TV Anhanguera, o investigador afirmou que não há dúvidas sobre a autoria do crime, negado pelo suspeito no momento da prisão, ocorrida ainda no domingo. Posteriormente, segundo o Barreto, o adolescente permaneceu em silêncio. “As provas técnicas são bem fortes. Não há muito o que discutir com relação à autoria do crime”, disse ele.

O POPULAR entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), que informou que, devido ao envolvimento de uma criança, não fornece informações sobre o caso.

O caso

Segundo a Polícia Civil de Goiás, o adolescente acionou, no dia da morte, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e alegou que a criança estava passando mal. No atendimento, os socorristas constataram outros ferimentos e acionaram a polícia. O laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) constatou a existência de diversas lesões novas e antigas, indicando tanto agressões físicas quanto sexuais, no corpo do menino.

A corporação também revelou que a avó materna já teria alertado à filha, de 21 anos, sobre marcas de agressões no corpo da criança há duas semanas. A mãe da vítima teria respondido que chamaria a atenção do padrasto para não ocorrer novas agressões. Em depoimento após a morte da criança, a avó e a mãe negaram conhecimento dos abusos sexuais sofridos pela criança, mas a polícia acredita que a mãe tinha conhecimento.

O adolescente negou que tenha agredido a criança. A mãe da criança teve o flagrante convertido em prisão preventiva, mas obteve autorização para acompanhar, sob escolta, o velório e o enterro do filho. A princípio a mãe está sendo investigada por estupro e homicídio omissivo ou abandono com resultado de morte.

(Raunner Vinícius é estagiário do GJC em convênio com a PUC-GO)