Atualizado às 16h52

Quatro homens foram presos na manhã desta quinta-feira (12), em Goiânia, suspeitos de falsificar procurações e aplicar golpes em instituições financeiras. Três dos detidos são do Rio de Janeiro e estavam em um hotel de luxo, no Setor Oeste. Ao serem abordados, já entregaram o esquema. Eles afirmaram que haviam feito uma solicitação de saque no valor de R$ 4 milhões e que aguardavam a liberação prevista para esta sexta-feira (13). O quarto integrante da organização foi localizado por meio dos celulares dos outros suspeitos e preso em um hotel bem simples, no Setor Campinas.

Os suspeitos foram identificados como Ricardo Parente de Araújo, de 53 anos, Elias Rios Silva, de 61, Joylson R. de Souza Santana, que não teve a idade informada, e Paulo Ferreira de Souza, de 54 anos. Este último é o único de Goiás. Eles foram autuados por organização criminosa e estelionato.

O caso, investigado pelo delegado Carlos Caetano, do 4º Distrito Policial de Goiânia, começou após uma denúncia anônima. Ao chegarem ao hotel, localizaram três suspeitos no hall de entrada e quando abordados, já relataram o golpe que estariam tentando aplicar em uma instituição financeira. Com eles a polícia também apreendeu um carro, com placa do RJ. A investigação começou e procurações falsas com contratos milionários foram localizadas.

Em um dos golpes praticados, eles utilizavam procurações em nome de terceiros oriundos dos Estados de Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul. Com a documentação em mãos, solicitavam o direito de movimentar contas bancárias com saques, empréstimos e operações de câmbio. Em uma das agências goianas, um empréstimo havia sido recusado por suspeita de fraude, mas outro no valor de R$ 4 milhões estava em andamento com previsão de saque para esta sexta-feira (13).

Após apreensão dos celulares dos suspeitos, um quarto integrante do grupo foi localizado em uma pensão no Setor Campinas. Morador de Goiânia, ele estava hospedado no local e portava uma maleta com documentos tais como: contrato de doação para uma igreja no valor de R$ 50 milhões, contrato de arrendamento de exploração mineral de US$ 200 milhões de dólares/mês, além de um documento no valor 1,7 bilhão de euros de um banco de Londres. A suspeita é que outros tipos de golpes fossem praticados com estes papéis e que eles usassem pessoas mais vulneráveis afirmando que precisavam de uma quantia menor para sacar um dinheiro que estaria bloqueado. Os quatro foram levados para o 4º DP e a investigação continua.

O POPULAR não teve acesso à defesa dos suspeitos, mas o espaço permanece aberto.