A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou, por meio de nota, que está acompanhando a situação da greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), iniciada à 0h desta quarta-feira, 31. Segundo a Anac, até o início da noite a paralisação "não causa impactos significativos nos voos".
 
O órgão informou ainda que o acompanhamento dos aeroportos brasileiros é feito diariamente e que em qualquer situação é "importante que as companhias cumpram a Resolução nº 141". A resolução busca resguardar os direitos dos passageiros. Entre os diversos pontos definidos na norma está, por exemplo, que em caso de cancelamento de voo, é dever da empresa informar aos passageiros o motivo pelos meios de comunicação disponíveis.
 
Balanço
 
De acordo com Samuel Santos, diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), que está à frente das paralisações, um balanço final das ações deve ser divulgado apenas nesta quinta-feira, 01. "Ainda estamos recebendo as informações de vários aeroportos, mas a tendência é que todos optem por manter a paralisação por tempo indeterminado", disse, ressaltando que apenas em Congonhas, São Paulo, cerca de 300 trabalhadores votaram em assembleia nesta tarde.
 
A expectativa dos sindicatos era atingir os 63 aeroportos administrados pela Infraero. No entanto, segundo o órgão responsável pelas operações, apenas seis aeroportos registraram greve: Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão (RJ), Aeroporto de Congonhas (SP), Aeroporto Internacional de Vitória (ES), Aeroporto Internacional Pinto Martins - Fortaleza (CE), Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes (PE) e Aeroporto Internacional de Salvador (BA).
 
A Infraero disse ainda que por conta de seu plano de contingenciamento, que inclui remanejamento de empregados e reforço de equipes em horários de maior movimento, as operações ficaram "dentro da normalidade".