Goiânia é a 101ª cidade do mundo e a 5ª do Brasil que mais deve crescer até 2020, segundo estudo do City Mayors, centro de estudos internacionais dedicado a temas urbanos. Entre as latinoamericanas, Goiânia fica na 14ª posição. O fluxo de migração é apontado por entidades e especialistas como principal motivo pelo crescimento acentuado. Na frente de Goiânia estão Brasília, a primeira colocada, Manaus, Belém e Maceió, em quarto lugar.

Para chegar a esse resultado, a da City Mayors avaliou o crescimento médio das cidades analisadas, cruzando os dados com as especificidades sociais e geoeconômicas. A entidade atribuiu porcentagem que avalia o crescimento médio anual, com projeção até 2020. Veja alguma das cidades que mais crescem no mundo:

- Beihai, China, com 10,58% de taxa de crescimento (a primeira do mundo)
- Toluca, México, com 4,25% (1ª latinoamericana e aparece em 11º lugar no mundo)
- Brasília, 2,99% (48ª no ranking mundial)
- Manaus, 2,83% (62º no ranking)
- Belém 2,79% (66ª posição no ranking mundial)
- Maceió, 2,75% ( 71ª no ranking mundial)
- Goiânia, 2,40% (101ª no ranking mundial)
- Cartum, Sudão, 2,41%
- Aleppo, na Síria, 2,42%
 
Entre os países desenvolvidos, apenas Las Vegas, Austin e Atlanta, todas nos Estados Unidos, aparecem entre as 100 primeiras em crescimento populacional até 2020.

Um dos pontos levantados pela City Mayors é que o crescimento das populações urbanas leva à criação de supercidades. Estas áreas urbanas têm em comum o fato de os núcleos originais das cidades tornarem-se parte de uma aglomeração que acaba criando ou agregando cidades vizinhas, novos subúrbios ou cidades-dormitório. Esse parece ser os casos de Goiânia e de Brasília que, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba por influenciar nos números populacionais do Estado de Goiás como um todo.

Evolução da população de Goiânia na última década

2000 – 1.093.007
2007 – 1.244.645
2010 – 1.302.001
2013 – 1.393.579
2014 – 1.412.364
 
Mais de 1,8 milhão de migrantes vivem em Goiás

O gerente de estudos socioeconômicos do Instituto Mauro Borges (IMB), Marcos Arriel, aponta que o fluxo migratório influencia diretamente o aumento populacional em Goiás.

Duas capitais muito próximas, como é o caso de Brasília e Goiânia, com indicadores econômicos acima da média nacional, atraíram grande número de migrantes nas últimas décadas, o que impulsionou seu crescimento. Segundo o  Instituto Mauro Borges (IMB), somente a região metropolitana de Goiânia gerou 37% do Produto Interno Bruto de todo o Estado. 

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE, de setembro do ano passado, mostram que Goiás é a terceira unidade da federação que tem mais migrantes em números absolutos no País. Só perde para São Paulo, que tem 10,496 milhões de residentes não nascidos no Estado (24% da população) e Rio de Janeiro, com 2,465 milhões de pessoas (15%). São 1,89 milhão de pessoas de outros Estados vivendo atualmente por aqui. No total de 6.523.222 de pessoas que vivem em Goiás, 29,3% não nasceu no Estado.

A migração é tida como a principal responsável por Goiás estar com a taxa de crescimento populacional de 2,44%, de acordo com estudo da City Mayors, índice que coloca como a 101ª cidade do mundo e a 5ª do Brasil que mais vai crescer até 202º.  A busca por serviços e atração de mão de obra são apontadas pelo IMB como os grande responsáveis pelo crescimento.

Goiânia, como maior cidade e diversidade de serviços nas áreas de educação, saúde e agricultura, acaba atraindo população de Estados próximos. A capital goiana atrai executivos e mão de obra menos qualificada. Tanto pela pujança econômica, quanto pela disponibilidade desses serviços, o que acaba gerando crescimento acima da média.

De onde vem a maioria dos migrantes residentes em Goiás

Minas Gerais – 380.000
Espírito Santo – 265.000
Distrito Federal – 230.000
Maranhão – 209.000
Tocantins – 150.000

 

Leia mais:

Em 10 anos, mais que dobrou o número de milionários em Goiás