Atualizada às 15h21 do dia 25/5/2020

Morreu na madrugada desta segunda-feira (25) o médico Emivaldo Soares Martins, de 63 anos, plantonista do Pronto Socorro da Mulher do Hospital Materno-Infantil Dr. Jurandir do Nascimento (HMI),  em Goiânia.  Cirurgião geral, ginecologista e obstetra, ele havia testado positivo para Covid-19 e estava afastado das atividades profissionais.

Este é o segundo médico que morre em Goiás  após ser contaminado pelo novo coronavírus. O primeiro, José Ronaldo de Menezes, que clinicava em Goiânia e nas redes públicas de Goianésia e Abadia de Goiás, faleceu no dia 19 de maio em um hospital privado da capital. 

A unidade informou que o médico do HMI estava de férias em abril e, ao voltar, fez alguns plantões e foi afastado por suspeita de Covid-19. Emivaldo Martins estava longe do HMI há dez dias. Ele integrava também o corpo clínico do Hospital São Lucas, estabelecimento privado. Ao comunicar a morte do profissional, a Associação Médica de Goiás (AMG) lembrou que Emivaldo Martins dedicou 37 anos da vida dele à prática da Medicina.

A morte do médico também foi lembrada pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) e pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). “Era uma pessoa querida por todos os colegas e considerado um profissional exemplar e ético, além de ser excelente cirurgião”, registrou a SES.

HMI

O HMI, unidade da rede estadual de saúde, mas gerido pela organização social (OS) Instituto de Gestão e Humanização (IGH), confirmou em nota que o médico havia testado positivo para a Covid-19.  “Além de um profissional exemplar, ético, excelente cirurgião e médico, também era um ser humano maravilhoso. Uma perda irreparável pra todos nós que convivíamos com ele. Estamos todos enlutados!”, afirmou a coordenadora da obstetrícia do HMI, Luciene Bemfica. 

O IGH divulgou um comunicado enfatizando que os colaboradores do HMI “vêm recebendo todas as orientações no intuito de  prevenir a Covid-19 e que todas as determinações legais estão sendo cumpridas”. Conforme a OS,  testes rápidos ofertados pela SES são feitos a partir do oitavo dia do início dos sintomas “de síndrome respiratória para detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são as defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19”, mas que cada caso é analisado de forma detalhada.

Ainda segundo o IGH, colaboradores suspeitos de ter contraído a doença são afastados e acompanhados pela unidade. Por fim, a OS ressaltou que todos aqueles que têm contato com alguém infectado são observados de perto e que o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) do protocolo de segurança necessários, determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é obrigatório no hospital.