O geógrafo e urbanista Tadeu Arrais, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), analisou a pedido do POPULAR as imagens que comparam Goiânia de 2006 com a atual. Ele concluiu que o crescimento não é assustador e nem que a densidade demográfica é um problema. Por outro lado, acredita que é preciso ter atenção com a regulação e uso do solo, já que há muita perda de área verde. Esses pontos, para ele, devem ser reforçados. Arrais destacou que não há qualquer necessidade de expandir a macrozona urbana da capital.

“Devemos olhar para o urbano. Há muita área urbana ainda a ser ocupada”, argumenta. Ele ressalta que um melhor detalhamento do caso seria feito com uma pesquisa de domicílios, para que se pudesse ver a ocupação e as moradias de ocasião. No entanto, Arrais afirma que as imagens refletem a ocupação do espaço e que não existe uma correlação perfeita entre o crescimento populacional e a ocupação do solo, ou seja, o número de pessoas na cidade não explica a necessidade do tamanho atual.

No entanto, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh), continua com projeto de urbanizar áreas rurais que ficam entre bairros da capital. Um edital iniciado em junho e que depois foi refeito convocou moradores interessados em urbanizar suas áreas para apresentarem suas propostas. A Prefeitura recebeu 156 propostas e analisa caso a caso. Ainda não há qualquer estimativa para o fim do trabalho. “Aqui nós não trabalhamos com a ansiedade”, afirma o secretário Sebastião Leite.