Na cidade de Goiás, o prefeito Aderson Gouveia (PT) decretou nesta segunda-feira (7) luto de três dias pela morte de Maria Abadia Pereira da Silva, a Badiinha, uma das pessoas icônicas da localidade. Badiinha, personagem folclórica por sua presença sempre caracterizada nas festas religiosas, não resistiu à Covid-19. “Badiinha era um símbolo de nossa cidade, figura popular, conhecida por sua vestimenta e as bandeiras de Santos que empunhava em demonstração de fé”, diz a nota da administração local.Segundo informações do presidente da Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos professor doutor Rafael Lino, Badiinha, aos 82 anos, vivia sozinha numa casa antiga deixada pela mulher que a adotou, Gervásia Alves de Castro Caiado. Ela nasceu em Morrinhos e foi com a mãe para a cidade de Goiás, onde foi abandonada. Ao longo dos anos passou a ser vista em todas as festas religiosas com vestimentas com cores que obedeciam às cerimônias litúrgicas.Badiinha, desde o início da pandemia, circulava pela cidade sem usar máscara. “Ela não acreditava na doença”, conta Rafael Lino. Depois de ser encontrada em casa, dormindo no chão, muito debilitada, foi levada para o Hospital de Caridade São Pedro de Alcântara onde passou a ser cuidada. Nesta madrugada, não resistiu. Os amigos Rafael Lino e Marlene Velasco, diretora do Museu Casa de Cora, organizaram o sepultamento do seu corpo nesta manhã de segunda-feira (7), no Cemitério São Miguel.