Os testes rápidos enviados a Goiás pelo Ministério da Saúde (MS) para a detecção do novo coronavírus (Covid-19) foram liberados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Os 13,7 mil kits serão aplicados em profissionais das áreas da saúde e da segurança pública.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) destaca que o quantitativo não dá para atender 100% do público alvo. “Realmente não dá para atender todos profissionais que estão na linha de frente, por isso alguns critérios estão sendo trabalhados para usar da melhor forma possível”, diz.

Por isso, uma equipe avalia como será a distribuição dos kits por cidades. A determinação é priorizar as cidades com maior número de casos. Mas há outros critérios: densidade populacional das regiões, e número de profissionais e saúde e segurança de cada município.

Flúvia explicou que o teste não se trata de um diagnóstico e serve mais como um “auxílio”. “Ele tem cerca de 85% de sensibilidade, ou seja, de chance de detectar positivo.” O índice foi considerado satisfatório pelo MS, mas superintendente ressalta que existe a possibilidade dos testes rápidos apresentarem um resultado falso negativo, o que ocorre quando aponta que a pessoa não está infectada mesmo que ela tenha contraído a doença.

“É na verdade uma tentativa, para verificar se a pessoa tem o anticorpo, ou seja, as células de proteção para o vírus ou não”, afirma. Ela destaca que, mesmo o teste dando negativo, os profissionais de saúde e de segurança testados precisarão adotar algumas precauções.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o intuito é que os testes atendam à necessidade do Brasil, auxiliando no diagnóstico clínico. A vantagem é a agilidade do teste, pois o resultado fica pronto em média dentro de 15 a 20 minutos.

A iniciativa permite que estes profissionais, que fazem parte de serviços essenciais, “retornem ao trabalho em menos tempo, com segurança, e não precisem aguardar os 14 dias de isolamento preconizado”.

Outra ressalva é em relação ao tempo que o teste rápido pode ser feito. Flúvia aponta - assim como informa o órgão federal - que o exame deve ser feito após sete dias de sintomas. Isso porque o índice de sensibilidade é maior.

O Ministério da Saúde ressalta que os principais sintomas são: tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal e dor de garganta.

Enquanto os testes rápidos são preparados para ser entregues, o Ministério da Saúde continua a distribuição também dos testes de biologia molecular (RT-PCR). Este é o padrão usado hoje no Estado, feito no Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cisneiros (Lacen Goiás).

O órgão federal de saúde informa ainda que já repassou 137,4 mil. Para esta semana está previsto ainda o encaminhamento de mais 295 mil testes RT-PCR para os Laboratórios Centrais de todo o Brasil.

De acordo com Flúvia Amorim, hoje cerca de 180 amostras ficam prontas por dia. Para otimizar esta entrega e garantir mais agilidade o Estado está firmando parceria com Polícia Tecnico Científica para ampliar mais amostras por dia.

A partir de segunda-feira da próxima semana o aparelho já deve estar funcionando, conforme a superintendente. A estimativa é de que, como reforço, o Estado consiga atender até 250 amostras por dia.

Superintendente de Polícia Técnico Científica de Goiás, Marcos Egberto explicou que a parceria é fruto de uma mobilização feita através dos representantes do Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica, que propôs diversas ações possíveis de ajuda da área técnica pericial no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Uma dessas ações propostas foi a do uso dos laboratórios de DNA no auxílio ao diagnóstico dos casos. “Em Goiás, oferecemos essa ajuda ao Lacen, que ao avaliar esses aparelhos viu que poderia utilizar-se imediatamente de um aparelho, juntamente com os insumos disponibilizados pela Superintendência de Polícia Técnico Científica. Ele vai contribuir com a celeridade nos testes diagnósticos.”