Atualizado às 16h08 - 05/01/2018

O secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse nesta sexta-feira (5) que as rebeliões ocorridas em Goiás - somente nos últimos cinco dias foram três motins no Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia - foram orquestradas pelo crime organizado. Ele explica que nos dois últimos anos as facções têm entrado no Estado, que é considerado um ponto estratégico para o tráfico de drogas.

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O secretário também defende que misturar administração penitenciária e segurança pública, o que ocorreu com a fusão feita na reforma administrativa do Estado em 2014, foi indevido e que isso será alterado com a criação da Diretoria Geral de Administração Penitenciária, que terá total autonomia. 

A situação dos presídios goianos e a apresentação da Diretoria Geral de Administração Penitenciária foram os assuntos discutidos em uma entrevista coletiva realizada no Auditório da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, no Setor Aeroviário, em Goiânia, na manhã desta sexta-feira (5).

Balestreri, o novo diretor geral de Administração Penitenciária, Coronel Edson Costa, e o Tenente Coronel Newton Nery de Castilho, que assumirá a Superintendência Executiva da Secretaria de Segurança Pública estavam presentes na coletiva.

Presídios estaduais

Entre as novidades anunciadas com a nova diretoria está a formação de cinco unidades prisionais que vão receber presos de maior periculosidade, como os faccionados. De acordo com o coronel Edson, esse tipo de presídio terá um formato semelhante ao de modelos de segurança máxima “com o rigor das prisões federais”. Essas unidades estarão distribuídas em Anápolis, Formosa, Novo Gama, Águas Lindas e Planaltina. Duas delas já estão prontas.

A transferência desses presos para essas unidades especiais só será possível porque o projeto de lei que cria a diretoria geral permite que o manejo de detentos entre um presídio e outro seja feito sem necessidade de autorização da Justiça, como vem acontecendo até agora.