O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi realizado neste domingo (3), em todo Brasil. Em Goiânia, o dia de prova teve como destaques uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-153, erro no cartão de confirmação de alguns candidatos e ações de apoio aos estudantes.

Na região entre as faculdades Unip e Fasam, na BR-153, a PRF aplicou cerca de 40 multas em 30 minutos. O trânsito na região estava intenso, com muitos veículos estacionados em locais irregulares. Outro problema que causou confusão foi um erro no cartão de confirmação de alguns candidatos, que mostrava o local  de prova em endereço diferente do que o estudante faria o exame. A distância do local informado para o correto era de cerca de 13 quilômetros.

O Enem levou às salas de aula aproximadamente 170 mil goianos. Na capital, o número de inscritos foi de 52 mil pessoas. Dentre os milhares de candidatos, algumas histórias se destacaram. Como a de Reginaldo Rosa, de 57 anos, que fez a prova pela primeira vez. Ele retornou à escola depois de mais de 30 anos, termina agora o ensino médio e quer realizar um sonho de infância, ser advogado. O irmão de Reginaldo, Sandro Dantas, foi quem o incentivou. "Ele começou tarde mas está muito interessado", destaca.

Apoio e integração

Por toda a cidade estão espalhados grupos de apoio aos estudantes que realizam a prova neste domingo (3). Os alunos do curso de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), fazem parte desse movimento. Lívia Pereira, Tiago Prudente, Gabriela Vaz e Isabella Inês estavam no Setor Leste Universitário, um dos locais de prova, para vender a "água da aprovação", que, segundo eles, garante o sucesso na prova. Além disso, os universitários tranquilizavam aqueles que estavam prestes a realizar o exame.

Outro grupo concentrado na Praça Universitária, o One Connection ofereceu apoio moral aos candidatos. O objetivo da ação era tirar a ideia de que é uma prova de "7 cabeças", e compartilhar experiências sobre a universidade.

Grupos religiosos também estavam presentes neste domingo e distribuíam kits com água e caneta. "O jovem fica apreensivo, a nota é importante mas não o define, não é o fim" afirma Adryelle Cristina, participante do projeto Força Jovem Universal.

Voluntários da Igreja Presbiteriana do Setor Universitário também participaram do primeiro dia de provas ajudando os estudantes em diferentes pontos da Praça Universitária. Realizada há cinco anos, a ação consiste em fornecer água, caneta e barra de cereal gratuitamente, além de informações e orações. A voluntária Joema Rodrigues afirma que muitas pessoas que passam por lá estão procurando informação, já que como a praça é grande, algumas pessoas não sabem ao certo o seu local de prova.