Rio - Mais dois pedaços de corpos foram encontrados no depósito no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para onde estão sendo levados os destroços dos desabamentos de três prédios na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 10 restos mortais não identificados já foram encontrados no local.

A Associação das Vítimas da 13 de Maio reclama que houve pressa da prefeitura em limpar o local da tragédia. "Deviam ter feito uma busca minuciosa para permitir que as pessoas encontrassem seus entes queridos em melhor estado. Houve preocupação em tirar os escombros do olhar dos curiosos e, principalmente, da vista dos turistas", afirmou a advogada da entidade, Simone Argolo Andrews.

As partes de corpos encontradas foram encaminhadas para o Instituto Médico-Legal. No caso da impossibilidade de identificação pela impressão digital ou arcada dentária, os fragmentos de ossos e dentes serão submetidos a exames de DNA. Com o reconhecimento dos corpos de Daniel de Souza Jorge Amaral, de 26 anos, e Miriene Lopes dos Santos, de 66, agora já são 15 corpos reconhecidos dos 17 resgatados nos escombros. Cinco pessoas ainda estão desaparecidas.

A investigação da Polícia do Rio sobre a causa do desabamento está concentrada na obra que a empresa Tecnologia Organizacional (TO) realizava no 9º andar do Edifício Liberdade. Testemunhas contaram que os operários faziam transporte de sacos com restos de obras no dia do acidente. Os sócios da empresa garantiram que o entulho foi retirado antes do desabamento. Um empresário ouviu um estrondo pouco antes do colapso.