A família de Josino de Souza Silva, de 53 anos, está desesperada com a falta de atendimento adequado para seu estado de saúde. Portador de diversos problemas, ele está internado no Hospital Municipal de Itapuranga desde a última quinta-feira (28) necessitando de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas até agora nenhuma vaga foi disponibilizada.

A cunhada de Josino, Levina Martins, conta que ele fez uma cirurgia no pâncreas há aproximadamente cinco anos. Porém, recentemente, o órgão teria se infeccionado, ocasionando forte dores e sua internação. No entanto, o hospital onde ele está não teria condições de tratar seu problema.

“Eles não resolvem e não conseguem passar adiante. Meu cunhado fica lá chorando de dor”, diz Levina. Segundo ela, desde o dia da internação os funcionários do hospital tentam conseguir um leito de UTI, até o momento sem sucesso.

Uma funcionária do Hospital Municipal de Itapuranga, que não quis se identificar, revelou que Josino deu entrada na unidade se queixando de dores e desorientado. Segundo ela, houve a tentativa, durante toda esta quarta-feira (4), de conseguir uma vaga por meio da regional do Rio Vermelho do Samu, sediada na cidade de Goiás. Apesar de a busca estar sendo feita em todo o Estado, nenhum leito foi disponibilizado.

A servidora conta que o caso de Josino é grave. Ele seria diabético, cadeirante e seus rins já não estariam funcionando mais.

João Batista Neto, titular da Secretaria Municipal da cidade de Goiás, órgão responsável pela regulação do paciente, explica que Josino está inserido na regulação de Goiânia, já que o paciente não se encaixaria no perfil das UTIs de seu município. “Por estar com uma pancreatite, ele precisa de um gastro, e nós não temos um aqui”, afirmou.

De acordo com ele, os sistemas de regulação são dinâmicos e vagas surgem e são ocupadas a todo momento. Porém, ele reforça que na central da capital, nenhum leito que pudesse atendê-lo foi disponibilizado até agora. A Secretaria de Saúde de Goiânia informou que Josino foi inserido no sistema no dia 2 de julho e que desde então aguardava a liberação de uma vaga compatível com o paciente.

Sem uma solução para o problema, Levina sofre pelo cunhado. “Nós não temos nenhum plano de saúde nem dinheiro para pagar um leito de UTI. Enquanto essa vaga não aparece, meu cunhado está morrendo no hospital”, lamentou.