Fila em busca de doação de comida dobra em Goiânia

Sem emprego desde o ano passado e com a aposentadoria da esposa sendo engolida pela inflação em 2021, o servente de obras Júlio César dos Santos, de 52 anos, viu a dispensa da cozinha vazia novamente e resolveu seguir o conselho de um amigo: na manhã de quarta-feira (6), foi buscar, pela primeira vez, alimentos que eram dispensados pelos produtores da Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), no Jardim Guanabara, em Goiânia. “Já estava bem difícil, mas só que agora não tá dando mais para comprar nada, tudo caro demais. Subiu demais verdura. Esse mês a gente não teve como”, comentou.

Na mesma semana, Elaine Pereira, de 37 anos, foi com alguns parentes na noite de quinta-feira (7) esperar em uma fila pela entrega de marmitas na Avenida Independência, no Setor Central, também na capital. Todos os adulto da família de 16 pessoas pegaram Covid-19, perderam o emprego e só um conseguiu até agora um novo trabalho. “Se não fosse essa comida aqui, não sei como seria. Esse ano foi muito pesado”, comentou, ao lado da irmã, cunhado, filhos e sobrinhos que a acompanharam.

“Não podemos trabalhar como se não tivesse uma pandemia”, diz Flúvia Amorim (Confira entrevista completa)

Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde explica o momento da Covid-19 em Goiás

Qual é a avaliação que a Secretaria de Estado da Saúde faz da pandemia em Goiás nesse momento?

A gente tinha um grande temor da variante delta e isso não se concretizou. O grande fator foi a vacinação, por isso não tivemos uma explosão de casos em razão dessa variante, como na Europa e nos Estados Unidos. Quando a delta chegou nesses países, eles ainda não tinham uma grande quantidade de pessoas vacinadas. Aqui no Brasil, a vacina foi um fator importantíssimo e ela não explodiu. Nosso termômetro era o Rio de Janeiro e lá não houve um grande número de casos provocados pela delta, como era esperado.

Nesse momento, o nosso prognóstico é positivo. Mas, ressalto, é prognóstico, que pode mudar se vier uma variante que seja resistente às vacinas. Aí será outra história.

Vocês sentem que a vacinação deu uma estagnada?

Sim, mas o que mais nos preocupa é que precisamos de 70% a 80% da população totalmente imunizada. Em Goiás, chegamos a 90% de pessoas de 18 anos ou mais com a primeira dose. Mas precisamos trabalhar junto aos municípios para que os 90% tenham a segunda dose. Se isso ocorrer, vamos viver o que Portugal está vivendo: com mais de 80% da população imunizada, é o país da Europa com as menores taxas de ocupação de leitos, menor incidência de casos e menor número de óbitos. Eles liberaram o uso de máscaras em locais abertos. Portugal é o nosso laboratório. Se lá der certo, vamos poder fazer isso aqui também quando a gente tiver essas mesmas coberturas.

Embora seja um país muito menor do que o Brasil, em tamanho e em população, repercute. Chamamos isso de amostragem. Eles chegaram a 80% de cobertura vacinal e vimos o que pode acontecer.

Comunidade católica celebra o Dia de Nossa Senhora Aparecida, em Goiânia

Ao longo desta terça-feira (12) a comunidade católica de Goiânia comemorou o Dia de Nossa Aparecida com uma diversidade de celebrações que vão desde um número maior de missas nas paróquias da capital até a realização de carreatas e construção de altares em homenagem à santa que é padroeira do Brasil.

Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, no Setor Nova Suíça, serão realizadas, ao todo, seis missas ao longo da data especial. Às 9 horas, uma carreata com uma imagem da santa saiu da igreja e circulou pelas ruas da cidade. Vários carros acompanharam o momento. Às 19h, a celebração continuará com barraquinhas e música ao vivo.