A diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Buena Vista, Keilly Mágila Gonçalves, que foi agredida na quarta-feira (13), esteve nesta quarta-feira (20) na Câmara Municipal de Goiânia para denunciar ameaças feitas ao filho dela de 26 anos. Além disso, ela também citou a visita de um suposto irmão do acusado de agressão.

De acordo com Keilly, o homem que ameaçou servidores do Cmei se identificou como Frederico e afirmou ser irmão de Atos Feliciano, suspeito de agredi-la no dia 13. Ela assegurou que ele tentou entrar no Cmei Buena Vista para falar com os funcionários do local, mas foi impedido por um servidor da Secretária Municipal da Educação (SME) que foi até o local para acompanhar a situação. 

O suposto irmão de Atos também teria abordado vizinhos e a avó de uma criança matriculada na instituição, que estava indo buscar a neta no local. Ele a questionou sobre o paradeiro da diretora. Segundo Keilly, a senhora afirmou ter ficado com medo do rapaz.

Na sexta-feira (15), o filho de 26 anos de Keilly recebeu uma ligação em que foi ameaçado, aparentemente vinda do mesmo homem que esteve presente no Cmei Buena Vista na quinta-feira (14). A diretora disse que o rapaz ordenou que o filho dela parasse de fazer posts em redes sociais sobre o ocorrido. 

"Ele disse que meu filho estava incitando discurso de ódio ao Atos. Disse para ele parar de perder tempo com isso e se dedicar a mim, pois sabia onde trabalhávamos e morávamos", afirmou.

 

Entenda o caso

A agressão do dia 13 aconteceu depois que Keilly e sua equipe tentaram retirar uma faixa de agradecimento ao vereador Paulo Magalhães (PSD), que Atos, assessor do político, teria colocado no muro do Cmei Buena Vista. No episódio, a diretora levou um chute e foi arremessada ao muro. Desacordada e com o rosto machucado, ela foi socorrida por funcionários da unidade de educação infantil, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Após o ocorrido, o assessor foi exonerado pelo vereador. O caso é apurado na 15º Distrito Policial de Goiânia.

A reportagem tentou localizar ex-assessor, mas não obteve sucesso. (Mariana Carneiro, estagiária do GJC em convênio com a UFG)