Cunhado do advogado e ex-senador Demóstenes Torres, o engenheiro civil  Arnaldo Barbosa Lima, de 62 anos, foi enterrado na manhã desta segunda-feira (6), em Goiânia. De acordo com a família, ele morreu por infecção do novo coronavírus (Covid-19).

Por telefone, Demóstenes disse que o cunhado começou a sentir os sintomas na segunda-feira passada (30). Ele entrou em contato com um médico da família que o recomendou que ficasse em casa. Como os sintomas persistiram, ele falou com uma sobrinha, médica em Brasília, que pediu que ele realizasse um exame e encaminhasse para que ela pudesse ver.

Depois de realizar a tomografia do pulmão, a sobrinha verificou que 75% já estaria comprometido e recomendou a internação. Na terça-feira (31), Anarldo deu entrada no Hospital Anis Rassi, onde recebeu tratamento tanto para combater o novo vírus quanto para H1N1, já que os sintomas são parecidos. No mesmo dia, quando houve a cofirmação de que se tratava de coronavírus, o tratamento passou a ser específico. 

A vítima, de acordo com Demóstenes, não tinha histórico de viagens recentes e por isso a família acredita ser um caso de transmissão comunitária. A mulher de Arnaldo também fez testes para saber se foi infectada. O resultado deve sair na quarta-feira. Ela não tem sintomas de coronavírus. "Ela está bastante abalada. Eles eram muito unidos, faziam tudo juntos. Por este motivo a gente acredita que ela também testará positivo, mas até agora ela é assintomática", explica o ex-senador.

Nesta manhã, apenas a esposa, Lindalva, e dois filhos do engenheiro, Arnaldo Júnior e Ana Carolina, participaram do enterro. O sepultamento seguiu as normas estabelecidas para velórios de vítimas da infecção. Além dos dois filhos, genro e nora, ele deixa uma neta de dois anos, Sofia. "A última vez que estivemos todos juntos foi em 10 de fevereiro, quando ele (Arnaldo) completou 62 anos. Foi um ótimo encontro, como uma despedida", diz Demóstenes. 

Segundo Demóstenes, o cunhado possuía histórico de doenças, mas praticava caminhadas frequentemente. Nas palavras dele, o engenheiro não seria o tipo de vítima da doença. "Ele era uma pessoa ativa, apesar de ser aposentado. Sempre estava realizando alguma atividade, sempre na companhia da esposa. É complicado pensar como esse novo vírus ainda é um desafio e não tem como saber como ele vai agir em cada indivíduo", ressalta. 

Arnaldo Barbosa Lima era engenheiro civil por formação, chegou a atuar na profissão e ser inscrito no conselho da categoria, mas desde os anos 80 passou a trabalhar como gerente na empresa Eternit, em Goiânia. Ele trabalhou no local por mais de 30 anos até se aposentar.