O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) denunciou, nesta quinta-feira (19), a falta de estrutura e de equipamentos de proteção individual (EPIs) para o atendimento a pacientes com Covid-19 na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. De acordo com a presidente da entidade, Franscine Leão, os problemas foram relatados por profissionais que atuam em unidades de atendimento eletivo de diversos municípios. No entanto, diz ela, a maior preocupação é com os serviços de urgência, que estariam mais expostas ao novo coronavírus.

Segundo o Simego, há relatos de falta de itens como máscaras, luvas, toucas e avental de proteção, o que estaria dificultando os atendimentos. “Em todos os locais, a disponibilização desses insumos é imprescindível. A nossa orientação é: não coloque a sua vida em risco, nem a de seus familiares”, afirma Franscine. “Se não protegermos aqueles que estão lutando para prestar uma assistência digna à população, teremos uma redução muito grande de recursos humanos, dificultando ainda mais o atendimento dos acometidos pela Covid 19", alerta.

Em uma menção a denúncias mais específicas, a entidade diz que o material de EPI recebido por profissionais que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma (Siate), que são serviços de resgate pré hospitalar, não condiz com os protocolos do Ministério da Saúde.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) disse que monitora o estoque de equipamentos de proteção individual, como máscaras, capotes (aventais), luvas, além de álcool em gel, de todas as unidades e serviços da rede estadual de Saúde e que está tomando providências para que não falte nenhum tipo de proteção para os profissionais da saúde. 

A pasta informou também que, na última segunda-feira (16), enviou ofícios para o Procon Goiás e para a Secretaria de Estado da Economia para que o comércio “não utilize da atual situação de pandemia da Covid-19 para obter vantagens de forma inapropriada para extorquir o consumidor e que medidas cabíveis sejam tomadas, para que ocorra a devida fiscalização nos referidos estabelecimentos, no que tange ao fato mencionado”.