Atualizado em 6.10 às 8h44*A Polícia Científica de Goiás identificou o corpo, encontrado em uma fazenda de milho entre Anápolis e o distrito de Joanápolis na manhã desta segunda-feira (5), como sendo de Murilo Ramos de Souza, de 25 anos. Ele estava desaparecido desde a noite do dia 26 de setembro, quando saiu de Itapuranga com o carro da mãe, modelo Hyundai IX35. Quatro suspeitos de terem roubado o veículo foram mortos em uma ação policial na madrugada do dia 27. O corpo foi identificado pelas impressões digitais através do trabalho do papiloscopista policial que atua na 10ª Coordenação Regional de Polícia Científica de Anápolis. Ele foi transportado para Goiânia, onde serão analisadas as lesões no corpo para descobrir o que de fato matou Murilo, se foi a arma de fogo ou a pancada na cabeça. Desde que o corpo foi achado, a família já suspeitava que ele seria Murilo. O cadáver estava com as mãos amarradas para trás com um cadarço. Um dos tênis do jovem, encontrado no veículo, estava sem cadarço. Além disso, o corpo estava com uma calça jeans e camiseta semelhante à que a vítima usava quando desapareceu. Familiares já aguardam a chegada do corpo em Itapuranga, onde ele deve ser velado e enterrado com caixão fechado. O horário do enterro não havia sido definido até as 19h49 desta segunda. Apesar de inicialmente, policiais afirmarem que havia sinais de tiro na região da cabeça de Murilo, o delegado Vander Coelho, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, explica que ainda é preciso uma perícia para confirmar. “Não é possível afirmar ainda. O corpo estava em estado de decomposição mais adiantado. As vezes as pessoas tendem a informar que onde houve furo foi disparo, mas da forma como foi encontrado, até animais na região poderia fazer isso. Seria especulação, tem nada para afirmar neste aspecto”, explica o delegado. O corpo foi achado por um operador de máquinas quando manobrava uma pá carregadeira, tipo de trator. Uma equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Anápolis, que foi acionada por volta das 11 horas, chegou primeiro até o local e chamou a Polícia Civil, a Polícia Científica e o Corpo de Bombeiros. ProximidadeO local onde o cadáver foi encontrado é cerca de 5 km do bairro Gran Ville, em Anápolis, onde os 4 suspeitos de terem roubado o veículo foram mortos durante uma intervenção policial. Foram mortos Victor Manoel de Oliveira Bispo Araújo, de 20 anos, Adrian Pereira Dias, de 19, Gabriel Divino Ribeiro, de 19, e Ayrol Silva Duarte, 25 anos. Os dois mais velhos tinham antecedentes criminais por tráfico e posse ou porte de arma de fogo. Vítor chegou a responder por tentativa de homicídio. Adrian não tinha nenhum antecedente criminal e Gabriel já foi flagrado consumindo substância ilícita. Segundo o delegado Vander, dois foram mortos do lado de fora e dois dentro de uma residência no Gran Ville. Eles teriam reagido a uma abordagem da CPE. Por sua vez, a equipe de policiais teria ido até o local por conta de uma denúncia anônima de roubo de veículo e após interceptações telefônicas que teriam indicado o endereço em que os criminosos chegariam com o carro roubado. De acordo com o delegado Matheus Melo, de Ceres, testemunhas já confirmaram que os 4 rapazes estavam no mirante da cidade, onde foram abordados por Murilo e saíram dali no Hyundai, com a futura vítima dirigindo. Além disso, amigo dos suspeitos mortos teriam confirmado que eles pretendiam roubar um veículo como forma de pagamento de uma dívida. “Dois deles teriam uma dívida na cidade de Anápolis. Todos eles eram envolvidos com o (mundo do) crime. A forma (de pagamento) era roubando um veículo para repassar”, explica o delegado. Murilo saiu de Itapuranga para Ceres, cidade próxima, para um encontro com uma moça. Ele teria perguntado se ela tinha “bala” (ecstasy) para eles usarem durante a noite, mas ela não tinha. Esta mulher não é investigada até o momento e tem ajudado nas investigações, inclusive entregou o celular para as autoridades olharem as mensagens que ambos trocaram. No entanto, ela não chegou a ir até Ceres, porque não teria conseguido uma carona de Rianápolis, onde estava. *Reportagem informou inicialmente que o reconhecimento foi pela arcada dentário, mas identificação foi feita por impressão digital-Imagem (1.2130096)