O Hospital Samaritano de Goiânia, no Setor Coimbra, decidiu suspender temporariamente as cirurgias eletivas - que não são de urgência ou emergência. A decisão é uma medida preventiva para evitar a falta de medicamentos anestésicos para pacientes internados. Além disso, a unidade montou tendas externas para atender pacientes suspeitos e confirmados do novo coronavírus com distanciamento necessário.

Reportagem publicada na edição do dia 24 de junho do POPULAR revelou que a falta de anestésicos e bloqueadores neuromusculares em hospitais públicos de Goiânia estão obrigando profissionais de saúde a usar substâncias de segunda linha, que causam efeitos colaterais nos pacientes entubados em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI). 

Diante disso, a presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Franscine Leão, defendeu a possibilidade de suspensão de cirurgias eletivas para economizar medicamento. 

Em resposta, a Associação dos Hospitais do Estado de Goiás (AHEG) emitiu uma nota na última quinta-feira (25) dizendo que a não continuidade no tratamento de muitos pacientes que aguardam cirurgias eletivas pode trazer sérios transtornos, como a morte. Além disso, a entidade disse que a suspensão das cirurgias eletivas impacta na arrecadação das unidades hospitalares e traz grande transtorno, como aumento do desemprego.

Tendas

Em nota, o Hospital Samaritano informou que instalou tendas na calçada para garantir distanciamento entre os pacientes que buscam a unidade. No texto, a unidade diz que as tendas dão mais conforto para os pacientes, já o número de assentos na recepção do ambulatório exclusivo de Covid-19 teve o número reduzido.

Veja a nota completa do Hospital Samaritano

Diante do aumento registrado nos últimos dias nos números de casos suspeitos e confirmados de contaminação de Covid-19, o Hospital Samaritano de Goiânia instalou tendas na calçada para garantir o distanciamento necessário entre os pacientes que buscam a unidade. 

As tendas asseguram mais conforto aos pacientes na espera pelo atendimento no ambulatório exclusivo de Covid-19 do hospital, que teve o número de assentos em sua recepção reduzido devido às adaptações exigidas para manter o distanciamento entre as cadeiras.

Preventivamente, para evitar a falta de medicamentos anestésicos para pacientes internados, o Samaritano de Goiânia também suspendeu temporariamente as cirurgias eletivas.