Em apenas um mês, os números de novos casos e de mortes causadas pela Covid-19 em Goiânia se assemelham aos registrados nos quatro primeiros meses da doença na capital. Os primeiros testes positivos foram divulgados em 12 de março, enquanto o primeiro óbito foi em 3 de abril.

Do dia 1º de julho até hoje, 1º de agosto, Goiânia registrou 10.750 novos testes positivos do novo coronavírus e 320 mortes, segundo dados da Secretária Municipal de Saúde. Em julho, a média de novos casos ficou em 346, enquanto a de morte foi de 10 vidas interrompidas por dia.

No intervalo de um mês, os números de contaminados saltaram de 6.983 para 17.733, um aumento de 154%. Já as mortes foram de 169 para consideráveis 489, acréscimo de 189%, e se aproximando dos 500 óbitos. 

Para se ter noção da aceleração da doença em Goiânia nesse último mês, para chegar ao mesmo patamar no início da pandemia por aqui, foram necessários 128 dias para termos 10.750 infectados. Se analisar o números de mortos, a velocidade foi ainda mais alta. Em 31 dias, a capital teve a mesma quantidade de mortes (320) que nos 112 primeiros dias.

Nas últimas 24 horas foram confirmados 311 casos novos e 9 óbitos. Na capital, há 1.521 pessoas em acompanhamento domiciliar, 379 pacientes internado e 15.344 pessoas recuperadas.

Nessa sexta-feira (31), a capital registrou o recorde de mortes por Covid-19 em apenas um dia: 29 óbitos. No dia 22 de julho, foi anotado o dia com recorde de casos: 1.305 casos positivos. 

Entre os infectados, 52% (9.170) são do sexo feminino e 48% (8.563) do sexo masculino. Se olharmos pela faixa etária, a grande maioria dos infectados (79% ou 13.890 pessoas) estão entre os 20 e 59 anos.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pela SMS, o Setor Bueno aparece como a região com mais confirmações da doença com 696 casos. As outras áreas com mais registros são Setor Oeste (460), Jardim América (406), Jardim Guanabara (363), Jardim Novo Mundo (350) e Setor Central (330).