O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) se posicionou contrário ao isolamento social, defendeu o uso da cloroquina e criticou a cobertura da imprensa em relação à pandemia do novo coronavírus, que já causou a morte de 16.118 pessoas no Brasil. O posicionamento ocorreu tanto em uma live, realizada na tarde de ontem pelo diretor científico do Cremego, coronel Waldemar Amaral, quanto em entrevista ao POPULAR concedida pelo presidente da entidade, o médico Leonardo Reis.

O posicionamento veio à tona durante a live realizada por Waldemar Amaral, transmitida no perfil oficial do Cremego no Instagram. O evento virtural contou com comentários do jornalista Alexandre Garcia. Nele diretor científico criticou o isolamento social e a orientação para a população ficar em casa. “Há excesso de abordagens sobre coronavírus na televisão. Esse excesso tem interesse informativo ou algum interesse escuso?”

Alexandre Garcia respondeu: “Há uma tentativa de domínio pelo terror, para estabelecer o pânico, em uma situação em que não está comprovado que este fechamento (isolamento social) funciona”.

O diretor científico continuou: “Essa divulgação excessiva do ‘fique em casa’ tem interesse financeiro escuso das emissoras? É verdade que nunca tiveram tanta audiência”.

Cloroquina
Waldemar Amaral afirmou, durante a live, que a cloroquina “é um medicamento de excelência e amplamente prescrito pelos médicos, que virou um evento político”. Na entrevista, que teve quase uma hora de duração, o diretor científico citou que professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) prescrevem a cloroquina e são claros ao afirmar que “tem pouquíssimos ou quase nenhum efeito colateral.”

Ao POPULAR, o presidente do Cremego, Leonardo Reis, concordou com a fala de Amaral e afirmou que o Conselho é contra o isolamento e defende o distanciamento social, com as medidas protetivas de higiene e equipamentos de proteção individual para todos.

Sobre o uso da cloroquina e de hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19, Leonardo explicou que a prescrição foi liberada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) seguindo alguns critérios e condições, ficando a critério do médico a prescrição. O Cremego segue essa orientação. Ele afirmou ainda que quase todos os médicos de Goiás, que ele conhece, e que tiveram Covid-19 fizeram uso da cloroquina, azitromicina, ivermectina e nitazoxanida.

Em relação ao comentário de Amaral sobre professores da UFG receitarem a cloroquina para seus pacientes, o presidente do Conselho confirmou que há um profissional na área de reumatologia da instituição citada com ampla experiência e pesquisas a nível internacional sobre o uso do medicamento.

Leonardo esclareceu ainda que sua posição pessoal e a do Cremego é que o uso do medicamento fica a critério do médico, não podendo ser prescrito ou proscrito (contra indicado) por nenhum “político, jornalista ou qualquer outra profissão que não tenha registro em algum Conselho Regional de Medicina (CRM) do país”. “(A prescrição ou proscrição) Não deve ser usado como palanque”, afirma.

Outro ponto que Leonardo destacou é que nenhum medicamento deve ser “colocado na caixa d’água”. Ele afirma que todo tratamento deve ser individualizado em uma relação de consentimento entre o médico e o paciente.