Na manhã desta quarta-feira (21), O POPULAR acompanhava a história de Luiza Guimarães, uma bebê nascida no dia 4 de setembro, no Hospital Materno Infantil (HMI) em Goiânia. Ela mobilizou a imprensa, internautas nas redes sociais, amigos e familiares em uma corrente de solidariedade. Prematura, ela aguardava vaga desde o dia 13 de outubro para a realização de uma cirurgia de Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP) no Hospital da Criança. Nesta manhã, no primeiro contato da reportagem, a mãe, Flaviane Guimarães, de 38 anos, relatou que a filha lutava contra o tempo e o caso era grave. Duas horas depois, a boa notícia: a vaga foi liberada.

A Secretaria de Saúde de Goiânia (SMS) confirmou a informação e explicou que a Central de Regulação liberou o leito e que a data da cirurgia só pode ser informada pelo Hospital da Criança, que ainda não respondeu ao POPULAR. Agora, Luiza será transferida para o novo hospital e a mãe aguarda com esperança a recuperação da filha.

Sonho e luta

A mãe da bebê, Flaviane Carolina, moradora de Minaçu, contou ao POPULAR que tentava engravidar havia oito anos, já sofreu três perdas gestacionais e que a notícia da chegada de Luiza alimentou a esperança de ser mãe. No entanto, desde o dia 4 de setembro, a filha enfrenta uma batalha pela vida. Flaviane teve contrações na vigésima quarta semana de gestação e precisou ser transferida para a capital por falta de recursos na cidade do interior.  

Após cerca de 6 horas de viagem até Goiânia, no dia 1º de setembro, Flaviane foi encaminhada ao Hospital Materno Infantil (HMI) e recebeu uma medicação para evitar o parto prematuro. Na noite do dia 3, por volta de 23h40, a bolsa da mãe estourou, o parto, que estava previsto para ser normal, precisou ser feito por meio de uma cesárea emergencial devido a complicações.

Segundo a mãe, Luiza nasceu às 3h28 do dia 4 de setembro, com 31 cm e 705 gramas, foi direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por intercorrências após o parto. Luiza teve uma hemorragia intracraniana e por ser um caso de nascimento prematuro extremo, não poderia tratar antes de ganhar peso e desenvolver melhor os órgãos e sistemas.

O tempo de espera para a evolução não andou ao lado de Luiza, o quadro da bebê evoluiu para uma hidrocefalia e a preocupação dos médicos é de uma pressão no crânio, que pode causar outros problemas à saúde. No último dia 13 de setembro, a direção do HMI solicitou a vaga para a transferência para o Hospital da Criança, por questões burocráticas a vaga saiu apenas nesta quarta-feira (21), durante a apuração desta reportagem.

Na primeira conversa feita por volta de 12h desta quarta-feira (21), Flaviane, a mãe, disse à reportagem que a maior preocupação era a luta contra o tempo. “A Luiza é uma menina muito forte, estamos lutando. Espero que seja agilizado, que ela seja operada e continue os demais tratamentos”, finaliza.

No entanto, durante a apuração, Flaviane entrou em contato com a redação e informou que a vaga havia sido liberada. Emotiva, ela diz que não sabe detalhes sobre o caso da filha, mas que já se desloca de Minaçu para Goiânia.