Cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS) podem ser suspensas em Goiás. De acordo com o secretário de Estado de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, a medida pode ser tomada não só para preservar os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas também para evitar aglomeração nas unidades de saúde. Nesta segunda-feira (16), o Comitê de Operações Emergenciais (COE) discutiu o assunto, mas “definiu que, por enquanto, não haverá suspensão de cirurgias eletivas”, informou a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), em nota.

Alexandrino disse que a medida é útil. “Não só do ponto de vista de preservar leitos, como também de evitar o aglomerado de pessoas em salão de pré-operatório e ambulatório também. Isso está sendo discutido e há grandes chances de haver modificação sim. Podemos suspender cirurgias eletivas para preservar leitos”, completou o secretário.

A medida já estava prevista no Plano de Contingência da Secretaria, entregue ao Ministério da Saúde. A previsão, de acordo com o documento, é que esta medida seria tomada com o número de casos confirmados chegando a 500.

Durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, o secretário afirmou ainda que, além dos leitos já previstos no Hospital do Ipasgo, que somam 222, podem ser liberados ainda 300 leitos individuais nas novas instalações do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG). Segundo Ismael, o tema foi tratado com o reitor da universidade, Edward Madureira, e o diretor do HC, José Garcia Neto. “Além disso, o Ministério da Saúde está trabalhando na publicação de um documento que possibilita Estados aderirem contratação de leitos de UTI”, pontua Ismael.

Conforme adiantado pelo POPULAR na última sexta-feira (13), a estimativa da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás é de que nos próximos 90 a 120 dias, o número de pacientes com necessidade de ventilação mecânica e cuidados intensivos, chegue a cem.

treinamento

A secretária municipal de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, pediu nesta segunda-feira que pacientes se dirijam às unidades básicas de saúde e deixem as unidades de urgência e emergência para períodos noturnos ou finais de semana. A medida, segundo a secretária, tem como objetivo evitar grandes aglomerações de pessoas que pode facilitar a propagação no novo coronavírus.

Fátima garante que todas as equipes, incluindo as de atenção básica, foram capacitadas para atender possíveis casos do novo vírus. Segundo ela, desde o início de fevereiro, quando o Ministério da Saúde anunciou as primeiras medidas, 144 capacitações foram realizadas e incluem profissionais das 81 unidades de atenção básica da capital.

“Das 81 unidades de atenção básica, 61 funcionam até 19 horas ou depois disso. As unidades de urgência que são Cais, Ciams e Upas devem ser a segunda opção. Deixem estes locais de urgência para a noite ou finais de semana, quando as unidades básicas não estarão funcionando”, completou Fátima Mrué.

Os servidores das 43 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Anápolis, na região Central de Goiás, passaram por treinamento na manhã desta segunda-feira, com isso os locais foram fechados. A gerente da Vigilância Epidemiológica de Anápolis, Mirlene Garcia, explicou que os profissionais estão recebendo orientação específica em relação à infecção provocada pelo Covid-19 com um infectologista. ()