Esta sexta-feira (3) marca 100 dias após a primeira morte por coronavírus em Goiás, que foi registrada no dia 26 de março. Em boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), neste dia já são 602 mortos, ou seja, uma média de seis mortes diárias causadas pela Covid-19.

Só nas últimas 24 horas foram 57 óbitos, número que representa um novo recorde diário neste período. Entre a última segunda-feira (29) e esta sexta (3), foram 167 mortes. Número que Goiás demorou 71 dias para alcançar, já que registrou a 167ª morte no dia 5 de junho.

 

Ainda comparando os dados divulgados pelo Estado desde o início da pandemia, em abril, Goiás registrou uma morte nos três primeiros dias do mês. Em maio, o mesmo número se repetiu. Já nos três primeiros dias de junho foram 35 mortes e, em julho, no terceiro dia do mês, já são 127 mortes.

No início da semana, o governador Ronaldo Caiado (DEM) emitiu decreto para que o comércio seja fechado em Goiás por 14 dias e volte a abrir por outros 14. A medida, para ser efetivada, depende da adesão dos prefeitos. Uma minoria de prefeitos, porém, aderiu integralmente ao decreto, como é o caso da capital, Goiânia.

Reportagem do POPULAR desta quinta (2) mostrou que, mesmo com o decreto, no primeiro dia de vigência o isolamento subiu apenas 0,8% na capital, de acordo com dados da empresa In Loco. A adesão de Goiânia ao decreto do governador deu impulso a uma batalha na Justiça contra entidades que têm tentado barrar o isolamento.

Por fim, na manhã desta sexta (3), a Justiça concedeu decisão favorável a pedido do Ministério Público de Goiás e derrubou liminares que autorizavam a reabertura do comércio na capital. Além do avanço dos casos, a Universidade Federal de Goiás (UFG) alertou, em estudo divulgado na segunda-feira (29), para um possível colapso na Saúde estadual já neste mês de julho, com lotação dos leitos de UTIs disponíveis por pessoas em estado da grave com Covid-19.

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