O Brasil atingiu neste sábado (12) 131.274 mortes pela Covid-19, com o registro de 800 novos óbitos. O país registrou 31.880 casos do novo coronavírus e chegou a 4.315.858 infectados desde o início da pandemia.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 721.

O Brasil é o segundo país com mais mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 193.518.

A Índia agora é o terceiro, com 77.432 óbitos. Em quarto lugar, vem o México, com 70.183 óbitos. O país ultrapassou o Reino Unido (com 41.712).

Segundo o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde neste sábado (12), foram 33.523 casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 814 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, são 131.210 óbitos acumulados e 4.315.687 casos confirmados no país. No período, 3.553.421 pessoas se curaram da doença.

Apesar do saldo de mortes, nesta semana o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o país lida bem com a pandemia. Para Bolsonaro, "foi um dos países que menos sofreu com a pandemia, dada às medidas tomadas pelo governo federal".

"Estamos praticamente vencendo a pandemia. O governo fez tudo para que os efeitos negativos da mesma fossem minimizados, ajudando prefeitos e governadores com necessidades na saúde", declarou.

A taxa de contágio de coronavírus do Brasil, que indica a velocidade com que o patógeno está se espalhando entre a população, voltou a subir na semana que começou no domingo (6), de acordo com cálculo de um dos principais centros de acompanhamento de epidemia do mundo, o MRC, do Imperial College.

O Brasil havia tido uma taxa de 0,94 na semana anterior, o que mostrava desaceleração da expansão da Covid-19. No entanto, o indicador (conhecido como Rt) subiu para 1. Dessa maneira, a velocidade de transmissão se mantém constante, dificultando o controle da epidemia.

A taxa de contágio brasileira ficou acima de 1 por 16 semanas seguidas desde o final de abril, e vem oscilando nas últimas quatro semanas: desceu abaixo de 1 em duas delas e ficou igual a 1 nas outras duas.