Atualizada às 13h03.

Em reunião na manhã desta segunda-feira (23) ficou decidido que os ônibus não irão suspender as atividades em Goiânia e na região metropolitana da capital. Participaram do encontro representantes dos governos municipal, estadual e o presidente da companhia, Benjamin Kennedy.

Em outra reunião realizada neste domingo (22), representantes das empresas de ônibus e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittrasporte) deliberaram pela interrupção do serviço.

O pedido para suspender as atividades partiu do sindicato dos motoristas, que estavam com medo da proliferação de casos do novo coronavírus (Covid-19) nos últimos dias na cidade. A única exceção será relacionada ao transporte de profissionais da saúde, mas a frota e o número de motoristas que serão designados para a função ainda não foram definidos.

Em entrevista a TV Anhanguera, Kennedy explicou que a elaboração de uma portaria entre a Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos do Governo do Estado de Goiás (AGR) e a CMTC irá regulamentar o decreto do governo estadual, da última sexta-feira (20). O documento dará condições para o transporte coletivo operar normalmente sem oferecer riscos. O presidente não deu data para a divulgação do documento.

A portaria, segundo o presente, trará a obrigatoriedade de utilizar o transporte coletivo somente os trabalhadores elencados no artigo 3 do decreto, entre eles os que não fazem parte do grupo de risco, que trabalham em atividades que estão permitidas o funcionamento.

Outro ponto abordado na reunião foi o fornecimento de equipamentos necessários para proteção dos motoristas, motivo de preocupação entre os profissionais. No encontro, a CTMC solicitou junto às esferas municipais e estaduais que viabilizem para empresas de ônibus a comprar máscaras, luvas, aventais, álcool em gel e 70%. “Ainda não recebi essa resposta. Eles estão essa possibilidade.”