Após 23 dias de estabilidade, o nível da vazão do Rio Meia Ponte voltou a cair e chegou a registrar, na manhã deste domingo (8), 2.324 litros por segundo. Desde o último dia 14 de agosto, a média alcançada era de 2.700 l/s e, por esse motivo, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) do Governo de Goiás garantiu reforço na fiscalização e afirmou que punições agora podem incluir o lacre e apreensões de bombas de produtores rurais que descumprirem as normas estabelecidas.

Em nota, a pasta fez um alerta aos produtores que utilizam irrigação para não efetuá-la durante o dia e atenderem estritamente aos limites da outorga reduzida em 50%. “É necessário e urgente evitar sacrifícios à sociedade por meio do racionamento e, eventualmente, até da suspensão das outorgas. A fiscalização continuará intensa e ainda mais rigorosa”, diz o documento.

Em entrevista à CBN Goiânia, na manhã desta segunda-feira (9), a secretária Andréa Vulcanis afirmou que as motivações da queda estão sendo estudadas e que vão desde o uso excessivo até o próprio calor e à baixa umidade. “Equipes estão em campo e à medida que a vazão retorne, teremos visão clara para saber o que ocasionou a queda brusca. Acreditamos em retirada irregular no período diurno, que está proibido e os nossos apelos não têm sido suficientes para redução de consumo na área urbana”, completou. A titular da pasta acredita em nova estabilidade a afirma que, após a fiscalização, oo meio-dia de domingo foi registrado um início de recuperação, com 2.887 l/s.

Uso urbano

A nota da Semad também fala sobre o consumo urbano e solicita aos municípios de Goiânia e da região metropolitana que em conjunto, intensifiquem ações de fiscalização contra o desperdício. “Se todos cooperarem, num grande ato solidário, com certeza atingiremos o objetivo de superar o período crítico da crise hídrica sem necessidade de racionamento ou adoção de medidas mais duras. Pedimos o apoio e a participação de todos. Por fim, a Semad reitera o apelo à população para que limite ao máximo o consumo de água e evite toda e qualquer forma de desperdício. Cada família pode atuar também como um fiscal no seu bairro, por meio da conscientização de todos para que preserve esse bem essencial para a nossa vida”, finaliza a nota.