O momento não é para aumentos. É assim que pensam 72% dos empresários brasileiros, segundo levantamento da International Business Report (IBR) 2012 da Grant Thornton International. A pesquisa considera como período os próximos 12 meses. 
 No trimestre passado, este número era 56%. Consultoria revela que ainda sim, o porcentual está um pouco acima da média global de 22%. No Brasil, além disso, 72% dos empresários esperam aumentar a receita nos próximos 12 meses, 56% acreditam na melhora da lucratividade e 58% apostam em mais investimento em novas instalações. 
Um dos fatores que pode mudar bem o cenário nas pesquisa do próximo trimestre foi a reviravolta e as turbulências cambiais. Hoje, a importação tem grande representatividade na indústria brasileira e influenciará, se o dólar se mantiver alto, nos preços finais. Neste primeiro momento, o estoque de insumos e substitutos nacionais podem minimizar impactos.
Na lista dos países que mais esperam aumento de preços, segundo Grant Thornton, são Argentina (76%), Bósnia (68%), Peru (60%), África do Sul (58%), Rússia (53%) e Índia (51%). Na outra ponta, Japão (-39%), Suíça (-18%), Grécia (-16%) e Singapura (-14%). A pesquisa é feita com 11.500 empresas privadas em 40 economias. 
“Com a crise em Europa ainda sem saída próxima e o impacto nos mercados internacionais, a manutenção dos níveis de consumo tiveram um impacto no humor dos empresários que preferem ter uma atitude mais conservadora nos seus planejamentos de negócios sem praticar aumentos nesse momento.” diz Javier Martinez, responsável pelo IBR na América Latina. 
Regionalmente, os países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e Nórdicos são os que mais pretendem elevar os preços (ambos com 37%), seguidos pela América Latina (34%).