O desabafo do ator Andrew Garfield, de 32 anos, ao site Zaki’s Corner (leia a entrevista original clicando aqui) sobre sua passagem frustrante pela franquia do Homem-Aranha nos cinemas (Espetacular Homem-Aranha, em 2012 e Espetacular Homem-Aranha 2, em 2014) repercutiu nas redes sociais e blogs especializados em quadrinhos e super-heróis. Ele meio que admite o fracasso ao interpretar o personagem, diz que o herói estava muito acima do que ele poderia representar e que nunca conseguiu se sentir confortável pela pressão que era vestir o uniforme de um herói cuja cobrança por sucesso nas telonas fosse tão grande.

Fazendo uma tradução precária de uma das falas que achei mais representativas da entrevista: “Eu era o ator que sou. A pessoa que sou. Lutando com a tentativa de me igualar com algo que eu tinha elevado tão alto na minha mente. Elevado além do que eu poderia alcançar, do que eu poderia conseguir. A grande coisa é que Peter Parker também fazia isso. Peter Parker criou este símbolo que ele não conseguia assumir. Nunca foi o suficiente. Ele nunca se sentiu suficiente e eu também não. Nunca senti como se eu fosse capaz de fazer o suficiente. E eu não poderia salvar aqueles filmes...”

Andrew foi trocado pelo ator Tom Holland, de 19 anos, assim que a Sony confirmou a parceria com a Marvel Studios, que zerou novamente a franquia, prevista para chegar nos cinemas em 2017. Antes, o novamente novo Homem-Aranha deve aparecer em Capitão América: Guerra Civil (2016). 

As declarações dele após o anúncio quase que me fazem torcer para que ele voltasse a interpretar o personagem, pelo menos para concluir a trilogia dele. Andrew tem sido um dos interpretes de super-heróis cujas manifestações em público sobre o papel mais me chamam a atenção, pelo carinho e respeito que ele tem ao personagem. 

Mas nunca gostei dele no papel do aracnídeo. Sempre achei o Peter Parker dele muito afetado (me lembrava demais o Daniel Faraday, personagem de Lost interpretado por Jeremy Davies, um cientista perturbado e confuso que investigava as viagens doidas do seriado).

A melhor cena dele para mim foi quando ele apareceu a primeira vez enfrentando um ladrão de carro no primeiro filme e depois quando ele aparece para enfrentar o Rino no final do segundo filme e conversa com um garotinho fantasiado de Homem-Aranha. E só. 

Entretanto, a culpa pelo fracasso da segunda franquia do herói não é do ator. Acho que é muito mais do diretor Mark Webb e da Sony. A história era muito confusa, cheia de subtramas complexas, como a relação entre os pais desaparecidos de Peter Parker com os vilões do filme e com a sua própria origem. Também não gostei da forma como foi mostrada a transformação dele em um herói, não me convenceu.

De qualquer forma, para mim a melhor cena de todos os filmes de super-heróis recentes continua sendo de um dos filmes da Sony com o personagem: Homem-Aranha 2 (2004), com Tobey Maguire, hoje com 40 anos. A cena em que ele tenta parar um trem desgovernado e é capturado pelo Doutor Octopus (ASSISTA ABAIXO).

Não sei o que esperar do novo novíssimo de novo Homem-Aranha.

E para encerrar, meu ranking dos filmes do Homem-Aranha com base nas vezes em que vi cada um:
Homem-Aranha (2002) – 11 vezes
Homem-Aranha 2 (2004) – 15 vezes
Homem-Aranha 3 (2007) – 4 vezes
Espetacular Homem-Aranha (2012) – 2 vezes
Espetacular Homem-Aranha 2 (2014) – 1 vez

****

E para acompanhar o blog nas redes sociais:

Facebook - Fome de Gibi