O doutor e professor Alberto Araújo Jorge era alagoano da capital, Maceió. casado com Martha Magalhães, que depois se tornaria Araújo Jorge, filha de médico também alagoano. Foi, portanto, casado com a irmã de Gercina Borges Teixeira, mulher do ex-governador Mauro Borges Teixeira. Dona Martha foi querida e muito conhecida na sociedade local através da Martha Boutique, que dirigiu por muitos anos.

A fundação da Associação de Combate ao Câncer de Goiás (ACCG) se deu em fevereiro de 1956, um ano apenas de sua mudança de Maceió para Goiânia. Doutor Alberto fundaria também na mesma época o Centro de Cancerologia na Santa Casa da época. Igualmente prestou um grande serviço à população. O início da construção do Hospital do Câncer, nome pioneiro, foi em 1961. Sua inauguração se deu em 1967. Nesse mesmo ano e após acidente que o impediria de prosseguir seu trabalho, a direção mudou o nome para Hospital Araújo Jorge, homenageando-o. O hospital tornou-se referência nacional no tratamento e na prevenção do câncer, acolhendo aqui doentes que vem de várias partes do Brasil a todo momento.  A sociedade acolheu sua importância e sabedora das necessidades do hospital sempre que pode realiza e participa de eventos para arrecadar fundos que ajudam a sustentá-lo em suas necessidades financeiras.
A morte do doutor e professor Alberto Jorge se deu em 12 de junho de 1986, consequência de sequelas de nove anos antes. Deixou uma bela família, inclusive seu filho Estanislau Araújo Jorge, também médico oncologista e que atua no Hospital Araújo Jorge, nome de seu pai, que tanto orgulho lhe dá. O mês de outubro lhe trouxe mais lembranças, pois, se vivo fosse faria 101anos. 28 anos de saudades. Em 2016 serão 30 anos de sua ausência na medicina em Goiás, de um alagoano que para aqui veio como pioneiro e que tanta ajuda deu à área. Que todos continuem se lembrando dele, principalmente aqueles que receberam tratamento e se curaram no hospital-referência brasileira da luta contra o câncer.